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Estado de Minas

Colega de trabalho de Coutinho fala sobre filme inacabado deixado por ele

As gravações já haviam sido encerradas e o material bruto, confiado à montadora Jordana Berg, profissional com quem Coutinho trabalhava há 15 anos, desde Santo forte (1999)


postado em 09/02/2014 06:30 / atualizado em 09/02/2014 09:19

(foto: Nino Berg Bloch/Divulgação)
(foto: Nino Berg Bloch/Divulgação)


Nos meses que antecederam a sua morte, o cineasta Eduardo Coutinho, 81 anos, recuperava-se de um problema de saúde e preparava um novo filme, o 21º como diretor. O documentarista estava em processo de pós-produção de um documentário fixado em entrevistas com estudantes de escolas públicas do Rio de Janeiro. Não por acaso, o realizador de fitas baseadas em conversas ou “cinema de conversação” havia escolhido o título da nova obra: Palavra.

As gravações já haviam sido encerradas e o material bruto, confiado à montadora Jordana Berg, profissional com quem Coutinho trabalhava há 15 anos, desde Santo forte (1999). Nesse, a montagem foi premiada com o Troféu Candango no 32º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. E o documentário considerado o melhor filme da edição, muito antes de a direção do evento tomar a decisão de dividir a mostra competitiva entre ficções e documentários.

Jordana montou dezenas de documentários com outros diretores, curtas e longas-metragens. Entre eles, Oscar Niemeyer — A vida é um sopro (2010) e Uma noite em 67, de Ricardo Calil e Renato Terra, respectivamente. Fez, ainda, ficções, incluindo Todo mundo tem problemas sexuais (2008), dirigido por Domingos de Oliveira, que leva sua assinatura como montadora. No experimental Um dia na vida (2010), fita baseada na montagem de trechos extraídos da programação da tevê aberta brasileira durante 24 horas de programação, Jordana e Coutinho construíram juntos um painel crítico — revelador do “estado de coisas” da televisão brasileira. Sem emitir uma só palavra ou imagem que não tenha sido transmitida pelas emissoras do Brasil.

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