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Estado de Minas

Ícone da Nouvelle Vague, francês Alain Resnais teve carreira premiada

Resnais criou inúmeros curtas e documentários, mas ficou conhecido com "Hiroshima meu amor"


postado em 03/03/2014 06:07 / atualizado em 03/03/2014 08:30

Os mais de 50 filmes dirigidos por Alain Resnais comprovam que o francês - morto no último sábado (1/3) aos 91 anos, em Paris - nunca deixou de produzir. Resnais criou inúmeros curtas e documentários, mas ficou especialmente conhecido com o primeiro longa, Hiroshima meu amor, de 1959, filme fundamental na história do cinema.
Apesar da homenagem recebida em Cannes em 2009 (pela contribuição a história do cinema), Resnais nunca foi agraciado pelos conterrâneos franceses com a Palma de Ouro.

Em 2012, o último filme a concorrer ao disputado prêmio, Você ainda não viu nada, perdeu para Amour, de Michael Haneke. No entanto, o fantasma da Palma de Ouro definitivamente não apaga a relevância do diretor. Alain Resnais carrega um bem-sucedido rol de troféus. Abaixo, confira os mais relevantes prêmios conquistado por ele.

Prêmios

2014 – Prêmio Alfred Bauer de inovação artística no Festival de Berlim por Amar, beber e cantar, além do prêmio da cítrica internacional
2009 – Homenagem em Cannes pela contribuição para a história do cinema, por Ervas daninhas
2006 – Leão de Prata no Festival de Veneza por Medos privados em lugares públicos
1997 – Sete prêmios César (inclusive melhor filme), por Amores parisienses
1995 – Leão de Ouro Festival de Veneza, pelo conjunto da obra
1994 – Prêmio César de melhor diretor e filme por Smoking, No smoking, filme que levou o Urso de Prata no Festival de Berlim
1980 – Grande Prêmio do Júri em Cannes, por Meu tio da América
1950 – Oscar de melhor curta-metragem Van Gogh

Pontos altos

Quero ir para casa (1989)

O letrista e produtor de sucessos da Broadway Adolph Green dá vida ao idoso Joey Wellman em constante embate cultural quando viaja para Paris e dá de cara com a filha transformada que, literalmente, demora a conhecê-lo. Brotados dos cartoons criados por Jules Feiffer, os desenhos animados de personagens pop interagem com o ímpeto dos personagens de carne e osso. (Ricardo Daehn)

Mélo (1986)

“Você está rindo como uma criança”, demarca a personagem de Sabine Azéma, ao que o de André Dussolier replica — “Velhas lembranças: a alegria de tantos anos atrás”. Discorrendo em torno da amizade de dois violinistas posta em xeque por uma mulher que formula os “estragos recíprocos” presentes em qualquer ruptura de casal, o diretor toma por base uma peça de Henri Bernstein e conta com direção de arte primorosa que remete ao palco.

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