Diversão e Arte

Morte de Alain Resnais deixa um vazio de criatividade no cinema europeu

O cineasta é diretor de filmes como "Hiroshima, Meu Amor" e "Ervas Daninhas"

Nahima Maciel
postado em 03/03/2014 08:30
Resnais morreu na noite deste sábado (1º/3), em Paris, aos 91 anos
Um dos últimos cineastas da Nouvelle Vague e dono de uma produtividade notável, o francês Alain Resnais morreu na noite de sábado, aos 91 anos, em Paris. Segundo seu produtor, Jean-Louis Livi, ele estava na companhia da família e havia sido internado uma semana antes, mas os problemas de saúde atormentavam Resnais há alguns meses.

[SAIBAMAIS]Em janeiro, ele não pôde comparecer ao Festival de Berlim para ver seu último filme, Amar, beber e cantar, ser exibido na mostra oficial. O longa traz a história de três casais de atores amadores que ensaiam uma peça quando recebem a notícia da doença fatal de um deles. Os amigos começam, então, uma série de improvisos para transformar a peça em uma espécie de metáfora de suas próprias vidas. O filme ganhou o Prêmio Alfred Bauer, destinado a trabalhos que primam pela inovação e pela experimentação cinematográfica.

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Alain Resnais nasceu em Vannes, na província do Morbihan, em 1922. Fez parte de uma geração que se tornou adulta sob a ocupação nazista na França e carregou para sempre a vontade de renovar o cinema e construir um futuro diferente. É a mesma geração integrada por François Truffaut, Jacques Rivette, Claude Chabrol, Eric Rohmer, Chris Marker, Agn;s Varda e Jean-Luc Godard, os três últimos ainda produtivos e portadores da bandeira de um cinema de autor ; de linguagem própria.

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