postado em 19/03/2014 08:30
Oito décadas se passaram desde que o compositor Ernesto Nazareth morreu, mas sua obra continua a despertar interesse. Prova disso é que a Unesco declarou nesta semana um acervo de cem partituras do pianista como patrimônio cultural da humanidade, na categoria Memória do Mundo. O valor do material se dá, sobretudo, porque são peças manuscritas pelo próprio autor, entre elas as clássicas Odeon e Apanhei-te, cavaquinho, criadas entre os anos 1890 e 1930.Detentora do acervo, a Biblioteca Nacional foi a proponente da honraria. ;Essa categoria contém arquivos de grande valor cultural e histórico, que estão lá devido à necessidade de preservação. Eles se utilizam de critérios como a raridade;, explica o pianista brasiliense Alexandre Dias, pesquisador da obra de Nazareth há cerca de 15 anos e responsável pelo texto que justificava o requerimento para adentrar o status de patrimônio mundial. ;Há um crescimento no reconhecimento dele nos últimos anos, e a Unesco vem consolidar isso. É necessário chamar a atenção para os compositores brasileiros do passado.;
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Na categoria Memória do Mundo, estão, por exemplo, a 9; Sinfonia de Beethoven e a Bíblia de Gutenberg, entre cerca de 300 arquivos de valor inestimável. Além das partituras de Nazareth, oito acervos brasileiros foram contemplados pela Unesco. Os documentos da G uerra de Canudos, pertencentes ao Arquivo Histórico do Exército, estão nesse rol.
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