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Estado de Minas

Livro apresenta panorama da linguagem das HQs como uma expressão global

Os norte-americanos Dan Mazur e Alexander Danner passaram quatro anos estudando as revistas ilustradas


postado em 18/08/2014 08:25 / atualizado em 18/08/2014 08:34

O universo underground de R. Crumb ganha lugar de destaque(foto: Editora WMF Martins Fontes/Reprodução)
O universo underground de R. Crumb ganha lugar de destaque (foto: Editora WMF Martins Fontes/Reprodução)
Os primórdios das histórias em quadrinhos ainda rendem hipóteses e seguem indefinidos — são várias as conclusões publicadas acerca de suas origens, não há consensos. Instigados pelos mistérios que pairam sobre o assunto, os norte-americanos Dan Mazur e Alexander Danner, apaixonados pelas sequências ilustradas, se empenharam em desvendar as principais teorias e em relatar a evolução desta forma de arte no decorrer do tempo, principalmente a produzida de meados do século 20 à atualidade. Tudo que descobriram ao analisar centenas de HQs está no recém-lançado livro Quadrinhos — história moderna de um arte global.

Ao longo de quase quatro anos, os autores passaram incontáveis horas sob a luz das luminárias, devorando HQs de várias épocas e partes do mundo. A obra de Mazur e Danner narra o desencadear das revistas ilustradas no trajeto das últimas cinco décadas. Quase 300 ilustrações contemplam a publicação, que também descreve os caprichos, a técnicas e a trajetória de centenas de quadrinistas — incluindo os considerados mestres em seus estilos, como Osamu Tezuka, Robert Crumb, Hergé e Jack Kirby.

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Quadrinhos reúne materiais publicados desde o fim da década de 1960, quando as sequências ilustradas começaram a demonstrar potencial comercial no universo que mescla entretenimento e arte. Os norte-americanos avaliaram obras da Ásia, da Europa e da América de diversos segmentos; estudaram de mangás e revistas das tradicionais Marvel e DC Comics às publicações consideradas underground. “Por mais tempo que tenha levado, foi muito divertido ter uma desculpa para sentar e ler centenas de quadrinhos e ainda poder chamar isso de trabalho!”, brinca Alexander Danner, em entrevista para o Correio.

Mesmo após dedicar parte de suas vidas às HQs — além do livro, Mazur e Danner também trabalham na área (confira quadro), ambos autores ainda mostram dúvidas quando questionados sobre as origens dos quadrinhos ou quais países têm maior atuação no desenvolvimento dos mesmos. “Tendo em vista que há vários países de grande importância, como Japão, França, Itália, Estados Unidos e Argentina, por exemplo, acho melhor ficar neutro e dizer Suíça, terra natal de Rodolphe Töpffer”, indica Dan Mazur. “Para mim, a primeira vez em que foi usada uma forma de arte sequencial, que poderíamos reconhecer como contadora de histórias, é o período situado entre os anos 1830 e 1840, com o suíço Rodolphe Töpffer”, conclui.

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