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Estado de Minas

Diretor Adriano Salgado utiliza ferramentas do teatro em filme no BIFF

" La utilidad de un revistero" estreia estreia nesta segunda-feira (1º/9) no festival de cinema


postado em 01/09/2014 08:28

Adriano Salgado registra a entrevista de emprego: nada é escondido do espectador no longa de quase duas horas(foto: Sociedad Mostrenca/Divulgação)
Adriano Salgado registra a entrevista de emprego: nada é escondido do espectador no longa de quase duas horas (foto: Sociedad Mostrenca/Divulgação)

Durante quase duas horas, em um único plano sequência, duas mulheres desconhecidas embarcam em uma descoberta da qual nada escapará ao espectador. Não há cortes nem mudanças de cenário em La utilidad de un revistero. Apenas uma câmera fixa que registra cena. Tudo se passa exatamente como estava previsto no roteiro de Adriano Salgado, que também dirige o filme. Uma figurinista recebe uma aspirante a assistente para uma montagem de Chapeuzinho vermelho e, durante a entrevista de emprego, surge entre as duas uma série de discussões que vão de cinema a sexo.

Filme de estreia de Salgado, que trabalhou como técnico de som em outras 17 produções, La utilidad de un revistero foi descrito por críticos como um “filme programático” e uma “experiência narrativa extrema”, mas a intenção do diretor argentino era apenas não esconder nada do público. Ele queria que o espectador descobrisse as personagens ao mesmo tempo em que elas se conheciam. A manipulação do tempo e ausência de cortes resolvida apenas com o enquandramento foram as ferramentas de Salgado.

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O filme ganhou o prêmio de melhor longa no 28º Festival de Mar del Plata (2013) e estreia nesta segunda-feira (1º/9) no Brasília International Film Festival (BIFF). “O roteiro surgiu da ideia de experimentar um relato linear no qual o espectador vai conhecendo os personagens ao mesmo tempo que os personagens se conhecem entre eles. Eu gostava da ideia de contar um episódio completo e sem cortes, justamente para que o espectador não perdesse nada do que ocorre no encontro entre elas. Eu não queria resumir”, avisa Salgado. O teatro é sempre uma referência no longa. Ele aparece tanto no roteiro — afinal, é para a montagem de uma peça que a entrevista acontece — quanto na direção e na atuação das atrizes.



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