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Estado de Minas

Dança do passinho sai do Rio de Janeiro e invade o Brasil

A coreografia atrai, principalmente, jovens de áreas carentes


postado em 04/10/2014 08:03

Cena do filme A batalha do passinho, de Emílio Domingos (foto: João Xavi/Divulgação)
Cena do filme A batalha do passinho, de Emílio Domingos (foto: João Xavi/Divulgação)


Não é break, não é frevo, não é kuduro... É tudo isso e mais um pouco o que tem feito a cabeça dos jovens nas favelas do Rio de Janeiro. O passinho surgiu há mais de 10 anos nas comunidades cariocas e ganhou notoriedade nos últimos meses sob influência de alguns fatores, como o aparecimento da disputa Batalha do passinho (que se tornou tema de filme) e até a reprodução da dança no clipe da música Mais ninguém do grupo Banda do Mar formado pelos músicos Mallu Magalhães, Marcelo Camelo e Fred Ferreira.



O passinho é uma mistura de referências de vários tipos de dança. Há influências dos movimentos do hip-hop, balé clássico, stiletto, contorcionismo, mímica, capoeira, frevo, kuduro e até de performance teatral. Todos unidos à marcação de passos em duas contagens, como é característico ao funk. “São os passos do funk com uma sofisticação. Ao longo dos anos, a gente se apropriou e cruzou diferentes estilos”, explica Rafael Soares, músico, diretor musical do Dream Team do Passinho e idealizador do projeto Batalha do passinho ao lado do escritor Julio Ludemir.

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Soares destaca que, mais do que uma dança, é um movimento cultural da juventude carioca. “É uma forma de expressão. Está no comportamento, na moda, nas gírias e até na musicalidade. O passinho é dançado com um outro tipo de funk, que traz mensagens de paz, de esperança, de uma oportunidade melhor e de espaço na arte”, afirma.

Ele completa ao dizer que a dança conseguiu desmitificar a impressão negativa em relação ao gênero. “Falo com propriedade que tem uma característica positiva nesses jovens. Demanda muita energia, então, os garotos se afastam do mundo das drogas e da vontade de ser como o traficante do morro. Porque a dança dá o mesmo poder a eles perante à comunidade”, defende Rafael Soares.

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