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Estado de Minas

Gravar discos com canções de Roberto Carlos é um bom negócio para artistas

No entanto, a tarefa árdua. A sertaneja Roberta Miranda foi a última a adquirir esse direito


postado em 04/10/2014 08:02 / atualizado em 04/10/2014 14:12



Questionado recentemente por um site sobre qual seria seu maior sonho, o cantor Zezé di Camargo, que forma a dupla com o irmão Luciano, não titubeou: gravar um disco apenas com canções compostas por Roberto Carlos. “Não sei se ele liberaria, pois é bem rigoroso com esse tipo de trabalho. Mas é um sonho”, declarou o sertanejo.

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Artista mais popular do país, o Rei tem um repertório para lá de cobiçado — mesmo por artistas também imensamente conhecidos. Quem não se lembra de quando, em 1993, Maria Bethânia vendeu perto de 1 milhão de cópias com o tributo As canções que você fez pra mim, apenas com músicas de Roberto e Erasmo Carlos? A baiana foi uma das poucas a conquistar o aval para gravar tais canções. Ao lado dela, uma lista restrita, que inclui Nara Leão, lá nos anos 1970 e, mais recentemente, Lulu Santos, Teresa Cristina e Cauby Peixoto. A última a receber carta branca foi Roberta Miranda.

A sertaneja deve lançar o disco, com músicas de diversas fases de Roberto, até o fim deste mês. É provável que a amizade da cantora com o Rei tenha dado um empurrãozinho para ela conseguir a autorização, já que, via gravadoras e editoras, a burocracia é infinitamente maior. “O controle em relação à obra de qualquer artista é muito maior quando já se tem um patrimônio cultural construído, como é o caso do Roberto. No auge do sucesso, eles estão menos atentos a isso”, observa o historiador Paulo Cesar de Araújo, autor da biografia Roberto Carlos em detalhes. Roberta Miranda teve um pedido negado pelo Rei: não vai pode incluir a faixa Você não sabe no tributo. O motivo? Não se sabe.

Quando Bethânia adentrou a seara de Roberto e Erasmo, ela vinha de uma série de bons discos, como Olho d'água (1992), mas que não haviam acontecido comercialmente. “O disco As canções que você fez pra mim a reabilitou, no sentido mercadológico. Foi um salvador da pátria”, analisa o crítico carioca Mauro Ferreira, especializado no mercado fonográfico. O trabalho está entre os cinco mais vendidos da carreira da baiana. “Ela teve grande apoio da gravadora à época, música em abertura de novela (Fera ferida). O momento era outro.”

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