Jornal Correio Braziliense

Diversão e Arte

Cantor cearense Ednardo questiona a MPB e o cenário musical brasileiro

O reservado artista falou com exclusividade ao Correio Braziliense



[SAIBAMAIS]Há atualmente a crença de que a MPB não mais existe. Será verdade?
A sigla é confusa, acho que existe música, e ponto. Ninguém conseguirá acabar com a riquíssima Música Brasileira.

A decadência das gravadoras atualmente faz bem ou mal para a democratização da música brasileira? O dono da voz agora é a voz do dono?
Isso é uma realidade talvez brasileira ou da América do Sul, as gravadoras estão firmes em outros países, no Brasil isso talvez ocorra, porque não valorizam a música brasileira como deviam valorizar, é chato falar isso, mas aí vai, em grande maioria promovem coisas que vão pro lixo direto em menos de três anos.

Hoje em dia, representantes da chamada ;nova MPB; mergulham em vinis dos anos 1970/80 e apresentam experiências sonoras daquela época como ;novidades;. Você acha que o caminho é esse? Reciclar, simplesmente?
Cada um procura seu aprendizado onde encontra valor, aprendi muito com os colegas que vieram antes de mim e com meus antepassados musicais e poéticos, e muito agradeço a todos. Mas as pessoas precisam buscar seus próprios caminhos.

Para os críticos, você sempre representou a vanguarda musical e poética do Ceará. Esse título te diz alguma coisa?
Rapaz, quero estar no meu tempo, lisonjeado, mas devo dizer que tem uma quantidade bacana de pessoas que considero do mesmo naipe.

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