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Estado de Minas

Internet e serviços on demand facilitaram a propagação dos temidos spoilers

A prática de revelar informações dos seriados ainda divide opiniões


postado em 15/10/2014 08:02 / atualizado em 14/10/2014 19:11

Serviços como Netflix aumentaram o número de spoilers na rede(foto: REUTERS/Gonzalo Fuentes)
Serviços como Netflix aumentaram o número de spoilers na rede (foto: REUTERS/Gonzalo Fuentes)


Hoje é praticamente impossível acessar a internet após a exibição de um episódio de uma série popular sem ser bombardeado com as principais revelações daquele capítulo e dos que virão. Os fãs de Game of thrones que o digam, todas as mortes e reviravoltas do seriado viram questão de discussão nas redes sociais, assunto em fóruns e tema para reportagens em sites especializados.

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Se antes o spoiler era disseminado apenas nas rodas de bate-papo, com o crescimento da internet, a facilidade do acesso ao streaming e a criação dos serviços on demand, ele mudou, ganhou uma propagação mais fácil e novos conceitos. O que pode ser considerado spoiler? A informação revelada sobre o episódio do dia anterior que você ainda não assistiu ou simplesmente contar o final de um filme?

“Devido à necessidade absurda que as pessoas têm de compartilhar tudo, as redes sociais viraram terra de ninguém quando o assunto é spoiler". explica Michel Arouca, editor do blog Série Maníacos. Assim como Arouca, Bruno Carvalho, responsável pelo site Ligado em Série, acredita que a internet transformou a forma como as informações relevantes de seriados, novelas, filmes e livros chegam ao público.

Mas a principal mudança apontada tanto por Michel Arouca quanto por Bruno Carvalho foi o surgimento dos serviços on demand, como Netflix, Crackle e Amazon. Principalmente em relação às séries inéditas que têm a temporada disponibilizada de forma completa. “Como é o espectador quem dita as regras de como consumir neste formato, acaba ocorrendo situações em que determinado grupo está mais adiantado que outros”, comenta Carvalho.

O spoiler até hoje ainda é polêmico. Há quem odeie e até quem ame. “Não gosto, pois, como o próprio nome diz, eles estragam a experiência de uma série ou de um filme. Prefiro não saber e ser surpreendido”, defende Bruno Carvalho. Esse é o mesmo pensamento de Michel Arouca. “Detesto. Fui obrigado a ler os livros da saga As crônicas de gelo e fogo para não levar spoilers de Game of thrones”, comenta.

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