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Estado de Minas

Maeve Jinkings diz que a ligação com Brasília se fortalece a cada festival

"Quando pequena e já adolescente, fui muito ao Cine Brasília. Não tem um ano da minha vida que não tenha vindo para cá", relembra


postado em 19/10/2014 08:10

A atriz Maeve Jinkings é a musa do cinema de Pernambuco. Há alguns anos, vem atuando em consagrados filmes, como O som ao redor, de Kleber Mendonça. Em 2013, ganhou o Candango de Melhor Atriz no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, ao interpretar uma cantora decadente em Amor, plástico e barulho, de Renata Pinheiro. Feito que se repetiu na última edição com o papel no curta Estátua!, de Gabriela Amaral. Ela é pernambucana de coração, mas brasiliense de nascença. Parte da infância foi vivida em Brasília. A ligação com a cidade se fortalece a cada edição do festival. “Quando pequena e já adolescente, fui muito ao Cine Brasília. Não tem um ano da minha vida que não tenha vindo para cá. Além disso, minha estreia como atriz em Falsa loura [de Carlos Reichenbach] foi aqui”, conta em entrevista ao Correio.

Quando começou seu interesse pela dramaturgia?
Digo que fui mais capturada pela expressão artística por meio da música. Depois, me interessei por outras coisas também, como o desenho. Gostava muito de artes em geral. Naquela época, o Teatro Nacional tinha concertos gratuitos de música clássica todos os sábados. Tinha na Concha Acústica também. Lembro que uma vez fo mos assistir a Nona sinfonia, de Beethoven. Quando o coral entrou, comecei a chorar. Fiquei muito confusa porque não estava triste. Meu pai me explicou que estava emocionada. Aquele dia me marcou. Devia ter uns 7 anos.

Quando decidiu seguir a carreira cênica?

Com 18 anos, fui para São Paulo tentar fazer a Escola Dramática da USP. Não passei. Voltei para casa e me formei em comunicação social. Lembro que estava na aula de psicologia do consumidor e disse: “Meu Deus, que mundo é esse? Não é nada disso que eu quero.” Mas terminei o curso. Como já tinha um curso superior procurei pela melhor escola em interpretação. Fui parar na Antunes Filho, na Escola Dramática da USP. É um curso técnico. Foi a minha grande escola. Mudou a minha vida.

Qual o trabalho que mais marcou?

Isso tem sido constante. Amor, plástico e barulho foi um divisor para mim. Em todos os trabalhos que fiz até hoje, evidentemente, aprendi muito. Sem demagogia, isso não é uma frase feita. Esse filme pela complexidade da personagem, por ser uma protagonista muito diferente de mim e também por ter o canto foi um salto para na minha carreira. Foi muito difícil realizar. Houve horas que achava que não conseguiria fazer. Depois da estreia, veio uma sequência de trabalhos muito desafiadores. Por duas razões: uma, porque o próprio trabalho acaba te catapultando. As pessoas enxergam em você outras possibilidades; e a outra, por talvez ter uma atração por desafios. Gosto de ler um roteiro que desafie, que me faça sentir aquele frio na barriga.

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