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Correio Braziliense

Fotógrafo Diego Bresani relembra histórias da carreira em série do Correio

A fama e o olhar aguçado transgrediram o trabalho do artista da capital federal


postado em 17/11/2014 08:02 / atualizado em 18/11/2014 18:22

De Ellen Oléria a Marta Suplicy: Bresani está em todas (foto: Diego Bresani/CB/D.A Press)
De Ellen Oléria a Marta Suplicy: Bresani está em todas (foto: Diego Bresani/CB/D.A Press)

A história de Diego Bresani com a fotografia começa como tantas outras: mãe fotógrafa, irmão fotógrafo. Câmeras analógicas pela casa. Influência familiar. Mas acaba tomando um inusitado rumo quando ele passa a frequentar o Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Brasília, de onde sairia formado em 2006. Ali, como ele mesmo alega, aprendeu a fotografar. À la Bresani.

Com tantos espetáculos à disposição, artistas desinibidos, corpos nus, iluminações insólitas, e rodeado de mentes fervorosas, como do diretor Hugo Rodas, Bresani repensou a fotografia durante o período acadêmico. Saiu de lá interessado em expressões, marcas de pele, sexualidade. Partiu para Nova York, aprofundou-se na área e retornou para entrar, em definitivo, na história da fotografia de Brasília.

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Hoje, oito anos depois, acabou consagrado como principal retratista da cidade. Por suas lentes, já passaram Ellen Oléria, Nicolas Behr e Juliano Cazarré, que acabou protagonizando uma sessão clássica, visualizada mais de 1 milhão de vezes, na qual exibe o polêmico nu frontal.

A fama e o olhar aguçado transgrediram a capital federal. O bulício em torno de seu nome chegou a publicações nacionais e internacionais. Bresani já estampou o norte-americano The New York Times, o inglês The Guardian e a revista francesa Paris Match, entre outros.

Durante a primeira entrevista para esta série, ele se aprontava para fotografar o ator Matheus Nachtergaele. Em seguida, viajou a Curitiba para um encontro especial. Talvez, um dos mais emblemáticos trabalhos que realizaria: registrou Sebastião Salgado, o brasileiro ícone mundial da fotografia.

Quando soube que tinha sido escolhido para fotografar Sebastião Salgado, Diego Bresani estava envolvido com outros projetos pessoais e, a priori, não poderia. Principalmente, porque a sessão seria em Curitiba e demandaria um tempo maior. Mas, sendo Sebastião Salgado, ele abriu uma exceção, sem pestanejar.



“Avisei a produtora que iria. Daria um jeito. Não poderia perder a oportunidade.” E a foto foi confirmada. Aí, então, outras preocupações começaram a rondar a cabeça de Bresani. A começar pela ideia de estar diante do maior nome da fotografia nacional. “Sempre tive a impressão de ele ser um cara sério, quase nunca o vi sorrindo em foto. E queria justamente surpreendê-lo. Sair do trivial.” E lá foi Bresani para Curitiba.

Chegando lá, tudo deu errado. “Fomos para o local da foto. Montamos o estúdio. Estávamos o aguardando. E, então, ele adiou a sessão para o dia seguinte. O que não estava previsto, afinal eu retornaria para Brasília na mesma noite. Estava apenas com a roupa do corpo.” Nesse momento, as impressões iniciais de Bresani sobre Salgado não eram lá as melhores. Nada que o tenha desmotivado. Ele ficou.

“Como estávamos com a tarde livre, aproveitei para assistir a uma palestra dele.” Durante a apresentação, uma história em particular marcou Bresani. Versa sobre a foto de uma tartaruga de 250 anos que Sebastião Salgado registrou em Galápagos. “Segundo o relato, ele ficou diante do animal e teria dito: ‘Eu não sei nada diante de ti. Quero conhecer sua história, escutar sua experiência. Estou aqui para aprender’. E clicou a tartaruga”, conta.


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