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Estado de Minas

Mapa reúne coletivos femininos que usam a arte para defender causas sociais

Os dados ficam no site do Mapa de coletivos de mulheres (MAMU), um portal colaborativo


postado em 27/11/2014 08:00

Ensaio Parangoluvem, com performance das ativistas Nadja Dulci e Mari Brites - uma das ações do Coletivo Universidade Livre Feminista
Ensaio Parangoluvem, com performance das ativistas Nadja Dulci e Mari Brites - uma das ações do Coletivo Universidade Livre Feminista


Espalhadas pelo país de dimensão continental, as brasileiras se diferem em muitos aspectos. No entanto, uma luta atinge e aflige todas — viver em uma sociedade com resquícios de educação patriarcal e onde, na prática, os direitos não são iguais, como supõe a teoria. Ex-dançarina, professora infantil e atriz na companhia brasiliense Teatro de Concreto, Maria Carolina Machado indigna-se ao encarar notícias como a de que os salários de mulheres ainda são menores que os dos homens para a mesma função. Estarrecida com este e outros dados alarmantes, a mineira de Belo Horizonte, que viveu em Brasília até o ano passado, encontrou a sua verdadeira vocação: dar visibilidade a espaços de protagonismo feminino.

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Em São Paulo, conheceu mulheres que compartilhavam o mesmo desejo que ela. Lá, fundou a Casa de Lua Organização Feminista, que sedia eventos, palestras e shows onde a temática feminista está sempre em pauta. Este ano, ela foi além: em outubro, criou o Mapa de coletivos de mulheres (MAMU), um site que funciona de forma colaborativa e utiliza recursos de geolocalização para direcionar os internautas a grupos e espaços físicos de todo o país onde a mulher é protagonista.

Esses coletivos se utilizam de manifestações artísticas e culturais, como intervenções urbanas, performances teatrais, música e apresentações com foco na expressão corporal, para defender e ressaltar suas causas.

Grupos temáticos
“Em todas as nossas discussões, atividades e ações sobre a representatividade, o protagonismo e a valorização das mulheres, eu me questionava quem seriam essas mulheres e onde elas estariam. Queria saber como se articulavam, quais eram suas demandas e bandeiras. Fiz várias pesquisas na internet, li reportagens, e percebi que somos muitas. Grupos e iniciativas surgem constantemente”, pondera. “É um mapa dinâmico, aberto e vivo, pronto para incluir cada projeto formado e encontrado por todo o Brasil”, completa Carolina.

Os coletivos podem ser encontrados por temas — como parto humanizado e discussão da violência contra a mulher — ou por regiões e estados. No Distrito Federal, o MAMU aponta onde estão e como se filiar tanto a instituições ligadas ao governo, como a ONU Mulheres e a Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, quanto a espaços independentes, como o Pretas Candangas e o Coletivo Universidade Livre Feminista, que têm atuação no DF e em todo o país. Ambas têm objetivos em comum: lutar contra o racismo, o machismo, a intolerância religiosa, e outros tipos de discriminação.

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