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Estado de Minas

Atriz Anita Ekberg, de "A doce vida", morre aos 83 anos

Segundo site do jornal La Repubblica, Anita Ekberg faleceu em uma clínica em Rocca di Papa, na província de Roma, onde estava hospitalizada


postado em 11/01/2015 09:23 / atualizado em 11/01/2015 11:55

(foto: TIZIANA FABI/AFP)
(foto: TIZIANA FABI/AFP)

A lendária sex symbol sueca dos anos 1960, Anita Ekberg, imortalizada por Federico Fellini no filme "A doce vida", morreu neste domingo em Roma, aos 83 anos, informou a imprensa local. Segundo site do jornal La Repubblica, Anita Ekberg faleceu em uma clínica em Rocca di Papa, na província de Roma, onde estava hospitalizada.

Apesar de nascer e crescer na Suécia, Ekberg passou a maior parte de sua vida adulta no exterior, primeiro nos Estados Unidos, onde rapidamente virou uma estrela do cinema a partir dos anos 1950, e depois na Itália, onde sua carreira ficou marcada. Kerstin Anita Marianne Ekberg, filha de um estivador, nasceu em 29 de setembro de 1931 em Malmoe. Foi a sexta de oito filhos.

Tanto sua mãe como seus amigos a incentivaram a participar de concursos de beleza. Em 1950 foi eleita Miss Suécia e depois foi candidata a Miss Universo nos Estados Unidos. Apesar de não vencer o concurso, rapidamente conseguiu chamar a atenção do diretor de cinema Russ Meyer, do excêntrico milionário e produtor Howard Hughes e do ator John Wayne.

Depois de cinco anos em Hollywood, Ekberg recebeu o Globo de Ouro 1955 de melhor atriz revelação por seu papel em "Rota sangrenta", de William A. Wellman, e em 1956 fez "Guerra e Paz", de King Vidor. Além de aparecer em revistas como "Confidential" e "Playboy", participou de comédias como "Abbott e Costello no Planeta Marte" (1953), "Artistas e Modelos" (1955), ao lado de Jerry Lewis e Dean Martin, e "Ou vai ou racha" (1956).

La dolce vita

Anita Ekberg era fisicamente tão espetacular que o comediante Bob Hope afirmou, em certa ocasião, que os pais da atriz deveriam receber o Prêmio Nobel de Arquitetura. Em 1960, Ekberg estourou nas telas com "A doce vida", de Federico Fellini, onde seu banho com um vestido negro e decotado na Fontana de Trevi hipnotizou Marcello Mastroianni e também milhões de espectadores.

O filme de Fellini obteve a Palma de Ouro do Festival de Cannes e a fonte permanecerá como um dos momentos mais memoráveis da história do cinema. Ekberg também protagonizou vários filmes italianos, entre eles "Boccacio 70" (1962), co-dirigido por Fellini e Vittorio De Sica, e "Entrevista" (1987), também de Fellini com Mastroianni.

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Sua última aparição foi em 2002, na série televisiva "Il Bello Delle Donne". Em 2011, a imprensa revelou que, aos 80 anos, depois de quase 50 filmes, a ex-estrela de cinema teria se visto obrigada a pedir ajuda financeira à Fundação Fellini. Anita Ekberg passou a viver então em uma residência para idosos, perto de Roma, depois de sofrer uma fratura no fêmur.

Ekberg foi casada duas vezes, uma com o ator britânico Anthony Steele (1956-1959) e depois com o ator americano Rick Van Nutter (1963-1975). Nos últimos anos de sua vida, disse ao jornal Il Corriere della Sera que se sentia "um pouco sozinha", mas que não se arrependia de ter "amado, chorado e enlouquecido de felicidade".

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