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Estado de Minas

Feminismo ganha destaque em discursos propagados por celebridades

Entenda abaixo o que cada artista traz à tona com suas atitudes


postado em 21/03/2015 08:03 / atualizado em 21/03/2015 17:08

O mundo vive um novo momento do feminismo, que tem sido exercido de várias maneiras. As ideias feministas estão fazendo parte do discurso de pessoas com mais notabilidade de forma positiva. Mas será que as artistas não aproveitam o debate para se promover? Há quem diga que sim. Independentemente disso, ao tratarem do tema, as famosas dão vozes às questões femininas, como a ditadura da beleza, as diferenças no mercado de trabalho e o machismo incutido no dia a dia.


Patricia Arquette e o salário

A edição deste ano do Oscar não foi comentada por uma selfie, como ocorreu em 2014. Um dos momentos mais marcantes, o discurso político inflado de Patricia Arquette, ganhadora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por Boyhood, deixou uma importante reflexão. “A cada mulher que deu à luz cada cidadão e contribuinte desta nação, nós lutamos para os direitos iguais de todos. É hora de haver igualdade salarial de uma vez por todas e direitos iguais para todas as mulheres nos Estados Unidos da América”, exclamou a atriz, com a estatueta em mãos e aplaudida por nomes como Meryl Streep e Jennifer Lopez. 
 
A reação de Pitty
“Pois eu não volto pra cozinha, nem o negro pra senzala, nem o gay pro armário. O choro é livre (e nós também)”, declarou a cantora Pitty no Twitter essa semana. A frase surgiu em resposta a um seguidor que a pediu para voltar para a cozinha diante de suas posições críticas sobre as últimas manifestações políticas. Foi um exemplo de luta contra o patriarcado, uma perspectiva cultural que tem por interesse manter as mulheres sob domínio masculino. Desde o início da banda de Pitty, em 2003, ela é considerada um ícone do movimento, principalmente por atuar com pulso firme no cenário do hardcore, ainda dominado por homens.
 
Beyoncé poderosa
O feminismo defendido por Beyoncé esbarra em algumas contradições. Porém, é notório que a artista norte-americana busca, em suas músicas, enaltecer a figura feminina. Em 2011, ela se destacou ao lançar a faixa Run the world (Girls), um hino de valorização às mulheres. “Quem manda no mundo? Garotas!  Alguns daqueles homens pensam que detonam isso/ como nós/ Mas não, Eles não detonam/ Vão conferir, cheguem em seus pescoços/ Nos desrespeitar? Não, eles não irão!”, diz a letra.  Mas foi em ***Flawless que a Queen B realmente trouxe a discussão feminista, focada ainda mais nas mulheres negras, com a inserção de um discurso da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie intitulado Sejamos todos feministas. O trecho fala sobre os ensinamentos de uma sociedade machista: “Dizemos para as meninas: ‘Você tem que ter ambição, mas não muita/ Você deve ansiar para ser bem-sucedida/ Mas não muito  bem-sucedida’/ Caso contrário, você vai ameaçar o homem.”
 
Luana Piovani e a violência
A cada cinco minutos, uma mulher é agredida no Brasil (segundo dados do Mapa da Violência). Um dos casos mais divulgados no país ocorreu em 2008, quando a atriz Luana Piovani e a camareira Esmeralda de Souza, que a acompanhava ao fim de um espetáculo teatral, foram agredidas pelo ator Dado Dolabella. O escândalo, à época, trouxe à tona a discussão sobre a importância da lei Maria da Penha, aprovada dois anos antes.

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