Publicidade

Estado de Minas

Cauby Peixoto lança disco em homenagem a Nat King Cole

Cantor de 84 anos lançou mais de 10 discos nos últimos anos e agora homenageia um de seus maiores ídolos


postado em 01/04/2015 08:04 / atualizado em 01/04/2015 18:29

"Eu encontrei Nat King Cole e ele ficou meu fã. Eu já era um grande fã dele e gravei diversas músicas do repertório do Nat ao longo da carreira. Nossas vozes são parecidas" Cauby Peixoto, cantor (foto: Crédito(Autor): )


Nat King Cole ficou curioso para conhecer o tal cantor brasileiro que estava fazendo sucesso com uma versão em português de uma das canções de seu repertório. Blue Gardenia foi o primeiro hit do jovem fluminense Cauby Peixoto, em 1954. De passagem pelos Estados Unidos, Cauby acabou se encontrando com o ídolo em uma boate em Nova York, onde não apenas conheceu King Cole, mas dividiu o palco com ele. As lembranças ficaram na memória do brasileiro e em uma fotografia, guardada com carinho ao longo das décadas.

“Eu o encontrei e ele ficou meu fã. Eu já era um grande fã dele e gravei diversas músicas do repertório do Nat ao longo da carreira. Nossas vozes são parecidas”, disse Cauby ao Correio, por telefone. A imagem daquela noite vem a público agora na capa do disco em que Cauby canta apenas sucessos de Nat King Cole. O sonho era antigo, mas foi adiado diversas vezes. Cauby sings Nat King Cole está disponível no iTunes e chega às lojas nos próximos dias. “A emoção é muito grande, por que, sem querer, eu cantei como ele. Acho que vai vender muito bem”, orgulha-se o intérprete.

“No fim do ano passado, a gente gravou em apenas dois dias as músicas pelas quais ele era mais apaixonado”, conta o produtor Thiago Marques Luiz, que trabalha em álbuns do artista pela oitava vez. No repertório, oito canções em inglês, entre elas Unforgettable, Mona Lisa e Nature boy. Cauby regravou Blue Gardenia, mas desta vez com a letra original. Ele deu vida ainda a Smile, de Charlie Chaplin, mas resolveu registrá-la na versão em português, reescrita por João de Barro, que virou Sorri.

Aos 84 anos, Cauby Peixoto mantém uma longevidade quase inédita na indústria fonográfica brasileira. “Lá fora, isso ocorre com nomes como Tony Bennett e Charles Aznavour, e aconteceu também com Frank Sinatra”, lembra o jornalista Rodrigo Faour, autor da biografia Bastidores – Cauby Peixoto, 50 anos da voz e do mito, lançada em 2001. Segundo ele, foram mais de 10 discos nos últimos anos, um feito inédito no país para um artista dessa idade. “Mesmo os que morreram mais velhos, como Silvio Caldas e Moreira da Silva, não tiveram uma produção desse porte.”

Repertório

- Unforgettable
- When I fall in love
- Mona Lisa
- Too young
- An affair to remember
- Blue Gardenia
- Love letters
- Nature boy
- Sorri
- Noche de ronda

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade