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Estado de Minas

Conheça a influência dos refugiados na gastronomia de Brasília

Brasília é a segunda cidade do país com o maior número de refugiados. Gente que desembarca na capital cheia de esperança, tenta não perder as raízes gastronômicas e até enriquece a culinária local


postado em 18/04/2015 08:08

Loida e Guillermo deixaram Cuba, mudaram-se para Brasília e abriram um restaurante no Riacho Fundo 1: pratos com banana verde são o destaque
Loida e Guillermo deixaram Cuba, mudaram-se para Brasília e abriram um restaurante no Riacho Fundo 1: pratos com banana verde são o destaque


A legislação brasileira é uma das mais avançadas do mundo quanto ao refúgio para estrangeiros. Prevê, por exemplo, o direito a Carteira de Trabalho e a um auxílio financeiro temporário. Fugindo da perseguição por crença, etnia, nacionalidade, grupo social ou opinião política, muitos desembarcam em Brasília para retomar a vida. Há quem tente lembrar as origens cozinhando em casa. E há quem se disponha a compartilhar com a cidade sabores carregados de história.

Há seis anos, Loida Labrada, 45 anos, e Guillermo Vitón, 61, deixaram o regime socialista cubano para tentar uma nova vida em terras brasileiras. Acabaram deixando o Riacho Fundo 1 mais latino. Ele é gastrônomo. Ela fez um curso de culinária de doces em Cuba. Juntaram vontade e conhecimento e abriram o restaurante Laura, nome em homenagem à primogênita do casal. Os carros-chefes do menu são pratos feitos com banana verde, como os tostones e a mariquita. O grão-de-bico à cubana também é bastante apreciado pelos clientes.

Ao chegar ao Brasil, o casal se espantou com a variedade de alimentos. “Em Cuba, não podíamos comprar tudo de que precisávamos para preparar as comidas porque o Estado restringe o quanto de cada ingrediente podemos comprar por meio de uma cartela de tíquetes”, conta Loida. No país comandado pelos irmãos Castro, a agricultura é, em grande parte, familiar. Segundo o casal, as sementes repassadas aos agricultores são poucas e o uso de fertilizantes, limitado, por serem produtos muito caros.

Essas restrições fazem com que a culinária fique muito ao sabor das estações “De novembro a março, temos tomates. Depois disso, não mais. De julho a agosto, é temporada do abacate. Então, se faz tudo com ele, que é muito usado principalmente na salada. No inverno, temos acelga, cenoura, beterraba, coisas que não temos durante o verão”, conta a cozinheira.

Sopa de pimenta ganesa

Ingredientes
2 colheres de sopa de óleo de cozinha
2 cebolas médias picadas
500g de carne cortada em pedaços médios
2 pimentões picados
2 tomates picados
100ml extrato de tomate
1 colher de chá de tomilho seco e esfarelado
1 colher de chá de curry em pó
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Preparo
1.Aqueça o óleo em uma panela grande, adicione a cebola e frite por alguns minutos até ela ficar um pouco translúcida
2.Acrescente a carne e frite-a mexendo suavemente. Em seguida, adicione água suficiente para cobri-la. Cozinhe por cerca de 60 minutos
3.Adicione todos os ingredientes restantes. Misture minuciosamente e deixe fervendo durante mais 30 minuto
4.Sirva quente sobre uma cama de arroz

Mariquitas cubanas

Ingredientes
2 bananas verdes
Óleo para fritar
Sal a gosto

Preparo
1.Descasque as bananas e as fatie em rodelas
2.Aqueça o óleo até ferver em uma panela funda. Deve haver óleo suficiente para cobrir completamente as bananas
3.Coloque as bananas no óleo quente. Tome cuidado para não colocar muitas de uma vez para que não grudem
4.Frite até que fiquem douradas
5.Retire-as da panela e coloque sobre papel toalha para retirar o excesso de óleo

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