Publicidade

Estado de Minas

Longa 'Beijei uma garota' trata da sexualidade e relações humanas

Filme está em cartaz em Brasília como parte do Festival Varilux de cinema francês


postado em 16/06/2015 10:57 / atualizado em 16/06/2015 11:13

O ator francês Pio Marmaï (à esq.), de 30 anos, já atuou em 20 filmes(foto: Imovision/Divulga??o)
O ator francês Pio Marmaï (à esq.), de 30 anos, já atuou em 20 filmes (foto: Imovision/Divulga??o)
Ele fará 31 anos de idade no mês que vem e já tem 20 filmes no currículo. Somente no ano passado, foram cinco (de vários gêneros). Com esse aproveitamento, não é exagero afirmar que o ator Pio Marmaï é hoje um dos destaques do cinema francês. No Brasil para a divulgação de Beijei uma garota, comédia em cartaz na programação do Festival Varilux, o rapaz deixou claro que o negócio dele é trabalho e não está nem aí para romper as fronteiras do país e atuar em outros países.

"Acho que precisei fazer 20 filmes para formar minha personalidade. Tenho um agente em Londres, mas os ingleses são chatos", afirma. Beijei uma garota é uma comédia romântica que inverte a discussão sobre os casais homossexuais. No filme, Marmaï é Jéremie, um rapaz gay, até então seguro em sua vida afetiva, com casamento marcado - e celebrado pela família- com Antoine (Frank Gastambide). Mas ele conhece a sueca Adna (a atriz francesa Camille Cottin, que é casada com Marmaï na vida real).

"O filme me pareceu divertido desde a primeira vez que li o roteiro. É totalmente o oposto de uma comédia romântica clássica. É um triângulo amoroso diferente", diz. Beijei uma garota é a típica comédia francesa, de humor refinado em meio a questões que despertam reflexão. Contudo, ainda que trate a inversão com humor, escorrega em final óbvio.

Marmaï contou que foi surpreendido com o resultado do filme. O longa dirigido por Noémie Saglio e Maxime Govare foi escrito seis meses antes da legalização do casamento gay na França. O ator faz questão de frisar que a produção não teve objetivo de se aproveitar da polêmica. Mesmo assim, foi algo inevitável, com reflexo na bilheteria.

"É um assunto delicado. As pessoas das grandes cidades aceitam bem, mas, quando você vai para os subúrbios, a posição é muito diferente. Nessas regiões, houve uma queda drástica no número de ingressos vendidos", conta. O resultado mostrou para Pio Marmaï que está no caminho certo. "Tenho chance de trabalhar em filmes populares e outros mais independentes. É uma posição rara e que eu quero manter. Estar apto para navegar em diferentes mares."

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade