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Estado de Minas

Brasiliense ganha competição de guitarra no Montreux Festival, na Suíça

O músico Pedro Martins deve se apresentar para o público no festival do ano que vem


postado em 09/07/2015 17:16 / atualizado em 26/12/2015 17:16

Pedro Martins durante apresentação que o consagrou vencedor da competição na categoria guitarra (foto: Jenny Choe/Reprodução/Facebook )
Pedro Martins durante apresentação que o consagrou vencedor da competição na categoria guitarra (foto: Jenny Choe/Reprodução/Facebook )


O brasiliense Pedro Martins, de 22 anos, foi premiado na 49ª edição do tradicional Montreux Jazz Festival, na Suíça. O músico é vencedor na competição Socar Guitar Competition, favorito do júri e do público. Antes de Pedro, somente um brasileiro tinha conseguido a façanha, o paulista Leandro Pellegrino, há dois anos. “Fiquei muito feliz quando descobri que tinha ganhado. É muito gratificante ter o trabalho reconhecido por gigantes como Kurt Rosenwinkel e John McLaughlin”, comemora. Agora, além do prestígio internacional e de fazer parte do Montreux Jazz Academy, Pedro vai ganhar 5 mil francos suíços, gravará um disco naquele país e será convidado para se apresentar no festival em 2016.

Apesar da pouca idade, Pedro tem um currículo extenso. Aos 11 anos formou sua primeira banda, o Fator RH, com músicas de rock. Aos 13, participou de seu primeiro festival de jazz, no Teatro da Caixa, com Hermeto Pascoal, um de seus ídolos. Aos 18, lançou seu primeiro disco, “Sonhando alto”, com nove faixas – o álbum foi gravado no Rio de Janeiro e lançado em grande estilo na sala Cássia Eller, da Funarte, em Brasília. Já dividiu o palco com Milton Nascimento, foi guitarrista e violonista da banda de Ellen Oléria, tocou com o brasiliense Hamilton de Holanda e viajou em turnê com o Teatro Mágico. Há dois anos, desenvolve o projeto Retrô contemporâneo, com shows de música eletrônica improvisada, e recentemente foi para Nova York gravar com o percussionista brasileiro Mauro Refosco, que integra a banda Red Hot Chilli Peppers.

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Pedro Martins em entrevista após a premiação, na Suíça (foto: Instagram/Reprodução/Montreux )
Pedro Martins em entrevista após a premiação, na Suíça (foto: Instagram/Reprodução/Montreux )
Morador da Ponte Alta do Gama, ele praticamente nasceu fazendo música. O pai, Oscar Azevedo, é o grande incentivo da música no mundo do jazzista, mas não gosta de levar os créditos. “Eu comprava instrumento, levava para shows, para a Escola de Música de Brasília, mas ele aprendeu tudo sozinho, é um autodidata. E agora vejo que todo esforço valeu a pena. Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida."

Ozônia Pacheco, mãe de Pedro e do irmão caçula Diego, conta, muito orgulhosa, que desde pequeno o primogênito usava baldes e vasilhas de casa para formar uma bateria acústica. “O curso natural da vida dele é respirar música, não tem como lembrar da figura do Pedro sem ter um instrumento ao lado. Foi uma surpresa muito grande quando soubemos do prêmio, afinal, na categoria dele, estavam os melhores do mundo", comemora.

Apesar de ter ficado ansiosa quando soube que Pedro era um dos três finalistas, a namorada do músico, Ana Letícia Azevedo, já sabia que o prêmio era dele. “A gente conversou um dia antes do anúncio do prêmio, e pra mim ele já era campeão. Chorei muito, ele merece o mundo."

Para se inscrever, ele enviou o registro de três composições (as autorais Naked blues e Terra da alma, além de um solo de guitarra de Água de beber, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes) e o currículo. Para embarcar para a Suíça, Pedro contou com apoio do Programa de Passagens do Fomento e Incentivo Cultural do Distrito Federal (FAC-DF).

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