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Estado de Minas

O lado de ativista político de John Lennon é retratado em livro

Jornalista americano conta as batalhas do ex-Beatle com o governo americano


postado em 29/07/2015 07:30

Yoko faz sinal da paz durante audiência no Departamento de Naturalização(foto: Reprodução do livro/Corbis )
Yoko faz sinal da paz durante audiência no Departamento de Naturalização (foto: Reprodução do livro/Corbis )



Centenas de livros já foram escritos sobre os Beatles e sobre cada um de seus quatro integrantes, por isso o jornalista James A. Mitchell se perguntou inúmeras vezes se devia ou não seguir adiante com um projeto sobre John Lennon. Resolveu seguir, mas de maneira diferente, com o foco num momento específico da vida do Beatle. John Lennon em Nova York — Os anos de revolução explora com riqueza saborosa de detalhes os primeiros anos do artista na cidade norte-americana.

Como aconteceu o envolvimento de Lennon com o ativismo político, sua aproximação de organizações que lutavam pelas liberdades civis, a vontade de deixar para trás o espectro dos Beatles, a quase deportação quando não conseguiu renovar o visto e a busca desesperada de Yoko pela filha do primeiro casamento são abordados com novas perspectivas. Uma conversa com Wayne Gabriel, guitarrista da banda independente Elephant’s Memory, despertou a atenção de Mitchell para uma história que merecia ser aprofundada.

 

John Lennon toca com Chuck Berry(foto: Reprodução do livro/Corbis)
John Lennon toca com Chuck Berry (foto: Reprodução do livro/Corbis)
 

 

“Ele me falava sobre o quanto foi divertido o tempo que passou com Lennon e que ninguém havia falado muito sobre essa época”, conta o autor, em entrevista ao Diversão&Arte. “Ao mesmo tempo, eu estava repassando as reportagens que foram feitas e percebi que a história da batalha dele com a imigração não foi explorada completamente nem contada por pessoas que estavam com ele na época. John Lennon viveu muitas vidas enquanto esteve conosco e essa é apenas uma história. Para um jornalista, isso tinha um apelo muito grande por causa da liberdade de expressão.”

 

John e Yoko assistem a uma audiência do Watergate(foto: Reprodução do livro/Corbis)
John e Yoko assistem a uma audiência do Watergate (foto: Reprodução do livro/Corbis)
 

 

Banda de apoio
O Elephant’s Memory foi uma espécie de cicerone musical de Lennon em Nova York. Assim como Paul McCartney havia feito com o The Wings, o ex-beatle queria uma banda com a qual pudesse tocar, e o grupo de Wayne Gabriel viu uma oportunidade única de aparecer ao lado de uma celebridade da música.

O livro começa com um episódio muito difundido e que custou a Lennon a antipatia de Washington e, especialmente, do então presidente Richard Nixon. O então ex-Beatle chegou a Nova York em 1971 e logo se envolveu com ativistas conhecidos como os Sete de Chicago, um grupo barulhento na cena da contracultura, acusado de causar distúrbios durante uma convenção do Partido Democrata. Os Estados Unidos enfrentavam um período turbulento, com a Guerra do Vietnã em curso e o presidente Richard Nixon às vésperas do Watergate, mas já de olho na reeleição.

 

 

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