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Estado de Minas

Espetáculo revela os bastidores do Solar da Fossa

A lendária pensão que abrigou Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Rogério Duarte e Torquato Neto. Local foi o berço para a criação da Tropicália, referência da arte brasileira moderna


postado em 06/08/2015 07:31 / atualizado em 05/08/2015 17:10

Caetano Veloso com jeito de faquir flagrado no quarto em que morava(foto: Arquivo Território Cultural)
Caetano Veloso com jeito de faquir flagrado no quarto em que morava (foto: Arquivo Território Cultural)
Pessoas das novas gerações, ao entrarem no shopping Rio Sul, do bairro carioca de Botafogo, certamente nem desconfiam da existência naquele local, na década de 1960, de uma pensão que, indiretamente, entrou para a história da música popular brasileira. Chamada Solar da Fossa, hospedou, entre outros, cantores, compositores — muitos em início de carreira — e um designer gráfico, responsáveis, pouco depois, pela deflagração do movimento vanguardista intitulado Tropicália.

Foi lá que, inicialmente, moraram, ao chegarem ao Rio de Janeiro, os baianos Caetano Veloso, Gal Costa e Rogério Duarte, e o piauiense Torquato. O velho casarão do fim do século 18 acolheu também nomes que se tornariam fundamentais para as artes e o pensamento brasileiro, como Paulo Coelho, Paulo Leminski, Paulinho da Viola, Tim Maia, Betty Faria e Ruy Castro.

O lendário Solar da Fossa é pano de fundo de Contra o vento (Um musicaos), espetáculo que estreia amanhã, às 21h, no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil, onde cumpre temporada — de quinta-feira a domingo — até o dia 30 próximo. O musical, projeto coletivo de artistas do Complexo Duplo, foi concebido por Felipe Vida, responsável, também, pela direção.

“A peça conta a história de um diário (fictício), do Solar da Fossa, encontrado quando da demolição do prédio. Esse diário tem, presas à capa, somente as primeiras páginas, datadas de 1967 e as do final, de 1969. Todo o conteúdo do meio estaria espalhado por entre páginas desordenadas, organizadas em três blocos”, explica Felipe Vidal. “A plateia toma conhecimento disso por intermédio dos atores que, no início de cada apresentação, mostram o diário, repleto de relatos escritos, poemas concretos, fotos, desenhos e mensagens cifradas”, acrescenta.
 
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