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Estado de Minas

Autores cariocas transformam Batman em poesia

Em O reverso do morcego, Jorge Ventura e Paulo Chacon dão uma característica improvável e surpreendente ao super-herói


postado em 08/08/2015 07:32

» Sílvio Ribas*
Especial para o Correio

 

(foto: Reprodução/Divulgação)
(foto: Reprodução/Divulgação)
 

 

O genial Manoel de Barros nos ensina que fazer poesia é como carregar água na peneira. Para ele, poema é uma criação sem nenhuma finalidade prática, mas cujo resultado tem valor incalculável. Poetizar é, enfim, fazer peraltice com as palavras ou arranjá-las de um jeito que criem um mundo particular tanto para quem as escreve quanto para quem as lê.

Em O reverso do Morcego, com textos saborosos do premiado e multifacetado artista Jorge Ventura, na companhia dos retratos feitos pelo também carioca Paulo Chacon, dono de um traço carregado de personalidade, o fazer poético descrito por Barros se revela ainda mais improvável e arrebatador, mesmo abusando de símbolos curtidos no cotidiano urbano das multidões.

Mergulhado no universo pop de Batman, o poeta verte o lirismo que extrai de sua longa trajetória de labor linguístico e de uma aloprada galeria de vilões a orbitar o herói dos quadrinhos, do cinema, da televisão e dos corações de todas as idades. Essa brincadeira séria do amigo poeta é uma iniciativa inusitada e bela, além de ser um presente para aficionados e leigos no Cavaleiro das Trevas.

Não se trata de mais um livro de poesias. Com vasto conhecimento em poesia em geral e no Homem Morcego em particular, Jorge oferece ao público um patamar extra de acepção de figuras escolhidas de modo particular, sem cotejar grau de importância ou linha cronológica.

 

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