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Estado de Minas

Leia a crítica de Tô na vida, novo disco da cantora Ana Cañas

Pela primeira vez, ela assina todas as composições de um álbum


postado em 31/08/2015 07:33 / atualizado em 28/08/2015 16:23

Em quarto disco solo, Ana Cañas apresenta veia roqueira (foto: Guela Records/Divulgação)
Em quarto disco solo, Ana Cañas apresenta veia roqueira (foto: Guela Records/Divulgação)

Em Tô na vida, pela primeira vez, Ana Cañas assina todas as composições de um álbum. Mais que isso: após um toque da amiga Marina Lima, privilegia a melodia, mesmo fazendo rock'n'roll. Na maioria das letras, fala de amor. Ana afirma ter, finalmente, encontrado a essência da música que faz. Neste caminho de autodescobertas, a cantora teve grandes aliados e se cercou de artistas experientes. 

O primeiro deles foi o namorado Lúcio Maia, do Nação Zumbi, que produziu o CD e também toca violão e guitarra. Mario Caldato, produtor brasileiro por trás de famosos álbuns dos Beach Boys, foi o responsável pela mixagem. O amigo Arnaldo Antunes empresta a poesia e coassina Tô na vida, Um dois um só e Madrugada quer você. A lista de parceiros é extensa e culminam na banda base, formada por Fábio Sá e Betão Aguiar (baixo), e Marco da Costa (bateria). Nos teclados, um convidado ilustre: Marcelo Jeneci. 

Toda a performance dos músicos foi gravada ao vivo, sem cortes e edições, conferindo uma atmosfera analógica ao projeto que conversa com a sonoridade setentista, à moda de Neil Young e Jimi Hendrix. “Com a tecnologia que dispomos hoje, dá para fazer um frankenstein com uma música. Aparentemente, qualquer um pode gravar um disco. Mas, no rock, a vibe é muito importante. Não consigo pensar em uma banda nos anos 1970 gravando cada instrumento separadamente”, afirma. “Como sou bicho de palco, gosto de ter músicos tocando ao meu lado, botando para foder. Nossa viagem não é a do perfeccionismo, mas da alma. Os músicos que me acompanham também precisam se expressar”, confessou a cantora, em conversa com o Correio
 
O disco pode não ser o álbum definitivo de Cañas, pois ainda apresenta certa irregularidade. Sobretudo em alguns versos, que trazem combinações simplórias, por vezes ingênuas a alguém com posições tão fortes quanto as dela. No entanto, a situa num lugar de destaque e pode ser um dos mais interessantes na safra da música brasileira desse ano.  
 
 
Tô na vida
Novo disco de Ana Cañas. Slap/ Guela Records, 14 faixas. Preço médio: R$ 24,90. 
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