Tudo começou no Shopping popular de Ceilândia, no início, em 2010. Clara Etiene, formada em letras, com mestrado e doutorado na área de leitura e formação do leitor; e Edna Freitas, também com mestrado em literatura, foram convidadas por Ana Maria Oliveira Lima, assistente social, feirante no espaço e a mãe de Clara, a criarem um espaço para estimular os feirantes a lerem e escreverem. Eram oficinas destinadas e essa finalidade batizada de sábado e tardes literárias. Com o tempo, e a experiência, o foco mudou. "Nós fomos observando que a medida que os feirantes gostavam da leitura, escrever e outras habilidades cresciam naturalmente", conta Clara.
Foi então, que, em 2012, elas tiveram uma ideia: deixaram de ficar esperando pelos leitores em um ponto fixo e passaram a buscar potenciais interessados. "Pode ser qualquer um, adultos descansando depois do almoço, ou crianças, acompanhando seus pais no trabalho, por exemplo. A ideia é criar o gosto pela leitura nas pessoas", comenta.
[SAIBAMAIS]Junto a essa ideia, surgiram os carrinhos, cada um carregado com livros de literatura para todos os tipos de público. "Os livros que mais saem são os livros infantis e os romances. Mas um fato curioso é que os infantis são emprestados tanto por crianças quanto por adultos. Acredito que as cores e a linguagem sejam atrativos, além de muitos aproveitarem para ler para seus filhos", explica a idealizadora.
Para ajudar
As pessoas podem entrar em contato pelo e-mail bibliorodas@gmail.com o projeto aceita doações de livros de literatura apenas
A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.