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Estado de Minas

Conheça os homenageados que batizam os principais espaços culturais do DF

Claudio Santoro, Plínio Marcos, Goldoni, Cássia Eller e Renato Russo são alguns dos nomes que nos monumentos


postado em 13/09/2015 07:30 / atualizado em 14/09/2015 11:58


Claudio Santoro, Plínio Marcos, Goldoni, Cássia Eller e Renato Russo... Esses são só alguns dos nomes que estampam espaços culturais da capital federal. Uns são bastante conhecidos do público em geral, outros, nem tanto. O certo é que todos eles tiveram sua importância em diferentes âmbitos da cultura nacional e internacional e, por isso, os locais foram batizados em forma de homenagem a esses artistas.

Em Brasília, há teatros, centros culturais, museus e institutos que fazem esse tributo. Um dos mais conhecidos é o Teatro Nacional Claudio Santoro, na Esplanada dos Ministérios. Inaugurado em 21 de abril de 1966, sob o título de Teatro Nacional de Brasília, o local recebeu o nome de Claudio Santoro em 1989, após um decreto do Senado Federal, como forma de homenagear o maestro amazonense morto em março daquele ano.

Nascido em Manaus, Santoro veio a Brasília para participar da criação do Teatro Nacional. Na cidade, fundou o Departamento de Música da Universidade de Brasília (UnB) e a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro. O envolvimento com a música foi ainda criança, quando começou a estudar violino e piano. “Claudio foi convidado para montar as estruturas do teatro. Voltamos do exílio para isso (a família foi para Europa por conta da militância no Partido Comunista Brasileiro). Tínhamos firmado parceria com vários países, eu ia montar uma escola de dança e um corpo de balé. O Claudio conseguiu montar a Orquestra Sinfônica que está até hoje. Então foi uma forma de reconhecimento a tudo que ele tinha dedicado na criação do teatro e também pela orquestra”, explica a bailarina Gisèle Santoro, viúva do artista.

Grandes nomes

No Teatro da Casa D’Itália, na entrequadra da 208/209 Sul, são três homenageados. O primeiro é o dramaturgo veneziano Carlo Goldoni (1707-1793). O italiano é considerado o introdutor da commedia dell’arte escrita, ao lado de Pirandello. “Ele foi um importante dramaturgo e tem muitas peças. Por isso o escolhemos”, explica a diretora do Teatro Goldoni, Maria Carmen de Souza.

O local possui duas salas que também prestam tributo a pessoas relacionadas ao teatro e ao cinema. Uma delas é a Sala Adolfo Celi (1922-1986), que lembra o ítalo-brasileiro e primeiro diretor do Teatro Brasileiro de Comédia no Brasil. Depois voltou à Europa, onde filmou um dos filmes da franquia 007. Gianni Amico (1933-1990) dá nome à sala de vídeo. O cineasta nascido na Itália veio ao Brasil com interesse no cinema brasileiro, chegou a trabalhar com Glauber Rocha. “A escolha por artistas italianos com relação com o Brasil tem a ver com o fato de ser um teatro italiano que promove a cultura brasileira e da Itália”, completa Maria Carmen.

No Espaço Cultural Funarte (Eixo Monumental), uma das salas têm o nome da cantora Cássia Eller, morta em 2001 e que dispensa apresentações. “Com a perda da Cássia (Eller), surgiu um movimento de artistas da cidade para renomear a sala com o nome da cantora. Até porque a Funarte sempre bebeu e bebe muito dessa fonte da cultura local”, afirma Julia Guedes, responsável pela parte cultural do espaço.

Já o teatro ganhou, nos anos 2000, o nome do dramaturgo Plínio Marcos, antes o título era Teatro Amador. O paulista Plínio foi escritor, dramaturgo e militante de esquerda na época da ditadura. “Ele sofreu muita perseguição na época. Naquele período, ele já tocava em assuntos como homofobia, Aids, excluídos, carceragem... Vários dos textos das peças dele foram proibidos pela censura”, relembra Julia. Quando a Funarte decidiu pelo nome, a família de Plínio Marcos foi consultada. “Compramos todo o acervo dele e fizemos uma reabertura do teatro com a presença da família que veio de São Paulo”, completa.

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