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Estado de Minas

Perdido, em terreno nebuloso, James Bond não tem reconhecimento da MI6

Novo filme da franquia 007, com estreia hoje, revela um Bond mais reflexivo, mas envolvido pela ação espetacular que faz a festa de fãs


postado em 05/11/2015 07:08 / atualizado em 05/11/2015 10:29

Acrobacias espetaculares em um helicóptero dão o tom inicial a 007 contra Spectre, que teve filmagens na Cidade do México (foto: Jonathan Olley/Pictures Columbia)
Acrobacias espetaculares em um helicóptero dão o tom inicial a 007 contra Spectre, que teve filmagens na Cidade do México (foto: Jonathan Olley/Pictures Columbia)

Ater-se ao diálogo mantido entre filmes de uma franquia e o público foi a investida defendida pelo diretor Sam Mendes, ao conduzir o 24º exemplar da série 007. Para o diretor, como reforçou para a revista britânica Empire, é nisso que reside a diversão. “Filmes de James Bond compõem uma cultura”, explicou. Com 007 contra Spectre, ele se gaba do feito da mais engenhosa sequência de explosão já executada para cinema. Também pudera, teve à mão estimados US$ 300 milhões, como orçamento para a fita.


Uso de informações privilegiadas e enriquecimento ilícito figuram tanto na realidade brasileira quanto na ficção orquestrada para o novo 007 — mundo pequeno, heim? A fuga de um dos vilões Marco Sciarra (Alessandro Cremona) logo no começo descarrilha a paz vivida por James Bond, protagonizado novamente por Daniel Craig. A sequência inicial, feita na Cidade do México, mobilizou 1,5 mil figurantes e teve acrobacias de helicóptero pilotado por um dos únicos três únicos homens no mundo autorizados a executá-las. Operação ainda mais complexa do que a de 007 contra o foguete da morte (1979), como destaca o produtor Michael G. Wilson.

Quase 130 dias de filmagens respaldam a trama na qual representantes de estúdio tiveram dúvidas quanto ao andamento adotado por Mendes, em que, contrariando a eterna juventude de Bond, apostou em um agente que está envelhecendo. E, sim, o panorama se prova transformado para Bond: a começar pela existência do personagem C (o irlandês Andrew Scott), uma pedra no sapato dele e de toda a espionagem do MI6.

A própria rede de apoio — leia-se os parceiros de escritório de Bond — está renovada. A mais brusca troca é M, personagem rearranjado por Ralph Fiennes. “É um desafio intimidador, em termos de confiança, estar neste papel, principalmente depois da M feita por Judi Dench”, destaca Fiennes. Tanner (o chefe a cargo de Rory Kinnear) reforça o grau de autoridade, pela necessidade de maior administração dos espiões. O nerd Q (Ben Whishaw) exibe uma porção algo trapaceira e exibida, enquanto a assistente pessoal de M, Moneypenny, aposta numa ambiguidade, em termos de confiança, num papel defendido por Naomie Harris.

 

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