Jornal Correio Braziliense

Diversão e Arte

À espera de Pearl Jam, fãs compartilham experiências e devoção à banda

Os brasilienses poderão conferir, na terça-feira (17), porque Eddie Vedder e Cia. se mantêm como uma das bandas mais relevantes do rock


A parte sul-americana da turnê Lightning bolt, da banda americana Pearl Jam, começou na última quarta-feira (4), com um show no Estádio Nacional, em Santiago, no Chile. No entanto, a empolgação dos fãs brasileiros com a presença do grupo em terras latinas teve início em uma data anterior, em 13 de março, quando os roqueiros de Seattle anunciaram que também passariam por cinco cidades brasileiras. Após Porto Alegre (nesta quarta) e São Paulo (sábado), os brasilienses poderão conferir, na terça-feira (17), no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, porque Eddie Vedder e Cia. se mantêm, após 25 anos de estrada, como uma das bandas mais relevantes do rock.

;O Pearl Jam não estagnou no grunge. Foi percebendo as tendências de mercado e, sem perder a essência, adaptou e atualizou o seu som;, opinou o músico de 31 anos Marcelo Steps, vocalista da banda Diamond Rock, fã do PJ desde os 16. Foi nessa idade que Marcelo começou a se interessar pelo grupo, tendo inclusive montado uma banda cover chamada Blame, cujo repertório era bastante dedicado à obra do Pearl Jam. ;O que me interessou foi, principalmente, as letras insanas do Eddie Vedder e a maneira única dele interpretá-las. É uma grande influência para mim;, revelou.

[SAIBAMAIS]O show de Brasília marcará a segunda vez que Marcelo verá a banda ao vivo. ;A primeira foi em São Paulo, em 2011, em turnê de comemoração dos 20 anos da banda, no Estádio do Morumbi. Foi um excelente show, mas, desta vez, contudo espero conseguir assistir à banda mais de perto, visto que paguei bem caro pelo ingresso na área Premium;, admitiu o músico, que contou também que a canção Rearviewmirror, do segundo álbum do grupo, Vs., de 1993, é a que ele mais deseja ouvir. ;Para mim, é uma das melhores músicas da discografia deles. Se eles tocarem essa, já vai ter valido o ingresso;, espera.

Assim como Marcelo, o designer Diogo Abramo, 33 anos, também estará presente no Mané Garrincha no dia 17 de novembro para acompanhar a banda que se apaixonou ainda na adolescência, a exemplo do músico. ;Eu tinha 14 anos quando descobri o Pearl Jam em 1996, na MTV. Liguei a televisão e me deparei com um maluco escalando as paredes de um teatro e se jogando, de costas, no meio da galera, tudo isso durante um solo de guitarra maravilhoso. No fim do clipe, descobri que a banda se chamava Pearl Jam e a música era Even flow. Dez minutos depois, juntei todo o dinheiro que tinha, peguei um ônibus e fui até uma loja de discos, onde comprei dois discos da banda, Ten e No code;, detalhou.

As semelhanças entre Marcelo e Diogo, no entanto, param por aí. Enquanto o primeiro irá ao seu segundo show do grupo, o segundo já está na casa das dezenas em termos de apresentações do Pearl Jam. ;Esse vai ser meu 11; show deles. A experiência é sempre única, exatamente porque eles nunca repetem o mesmo repertório, cada noite é totalmente diferente da outra, você nunca sabe o que eles vão tocar, isso deixa a coisa muito mais especial;, afirmou o designer que fez questão de compartilhar com o Correio uma de suas aventuras para ver o conjunto norte-americano.

;A primeira vez que a banda visitou o Brasil foi em 2005. Eu estava na faculdade e dava aulas de inglês ao mesmo tempo. Assim que anunciaram a turnê eu nem pisquei, comprei os ingressos para todos os shows, passagens de ônibus, arrumei um substituto e avisei meu chefe que me ausentaria por duas semanas por motivos de força maior! Fui sozinho, com uma mochila nas costas e foi provavelmente a melhor viagem que já fiz;, relembrou Diogo, que afirmou querer ver e ouvir ao vivo Crown of thorns, do Mother Love Bone, banda que originou o Pearl Jam. ;A versão que eles fazem é incrível e nunca dei a sorte de presenciar.;
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