
Quando a Academia decidiu premiar com o Oscar, por dois anos seguidos (2012 e 2013), dois documentários musicais, ainda não era possível saber as consequências do ato. No entanto, o reconhecimento da indústria representou não apenas o prenúncio de uma espécie de era de ouro que o formato viveria nos anos seguintes, mas também um renascimento.
Nesses dois anos, a honraria foi concedida a Procurando Sugar Man e A um passo do estrelato, filmes que contam a história, respectivamente, do esquecido músico Rodriguez e das invisíveis vocalistas de apoio que emprestaram suas vozes para algumas das mais inesquecíveis canções da história. Após retratar com sinceridade a jornada de heróis esquecidos ; e ver os frutos serem colhidos ;, os cineastas passaram a concentrar seus esforços em ícones da cultura pop.
Desde o ano passado, artistas dos mais diferentes estilos têm sido objeto de registros cinematográficos: Nas, Nick Cave, Amy Winehouse, Kurt Cobain e Nina Simone são apenas alguns dos nomes que tiveram a trajetória retratada em documentários. Apesar de o formato existir desde os anos 1960, quando Bob Dylan estrelou em Dont; look back, de D.A. Pennebacker, em 1967, a leva atual se destaca por inverter e brincar com narrativas já estabelecidas, além de apresentar retratos verdadeiramente íntimos, quase constrangedores e controversos dos seres humanos para além da arte que produziram.
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