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Estado de Minas

Irlam Rocha Lima lança livro com textos publicados no Correio Braziliense

Baseado na coleção de memórias e trajetória profissional, o jornalista narra sua experiência na cobertura musical de Brasília


postado em 23/11/2015 07:47 / atualizado em 23/11/2015 08:14

(foto: Paulo Marques/CB/D.A Press)
(foto: Paulo Marques/CB/D.A Press)
 

Há três anos, durante uma reunião de pauta, nasceu a ideia de trabalhar em uma coleção de memórias. Às segundas-feiras à tarde, após fechar todas as páginas do caderno, a equipe de cultura se reúne para decidir o que será publicado durante a semana. Irlam Rocha Lima ventilou a hipótese de fazer uma coluna na qual contaria suas memórias de 40 anos de cobertura de música em Brasília. A ideia vingou, o editor José Carlos Vieira topou, a direção do jornal também, e assim o repórter começou a escrever, toda semana, suas lembranças do trabalho por trás dos palcos.

Foram 60 textos, agora publicados em Minha trilha sonora — 40 anos de jornalismo cultural, uma maneira de festejar uma carreira dedicada a contar a história da passagem dos maiores artistas brasileiros pelos palcos da capital. O livro será lançado em 7 de dezembro, no Clube do Choro, e no dia 21, no Feitiço Mineiro. “A ideia era me recordar e detalhar alguma coisa, mas nada verborrágico, até para ser de fácil leitura”, avisa Irlam. “São 40 anos trabalhando no Correio, são minhas memórias a partir da cobertura. Acho que quem ler esses textos vai lembrar de coisas que viveu naqueles shows.”

Milton Nascimento encheu o Nilson Nelson em 1979: levou mais de 20 mil pessoas para ouvi-lo cantar Maria Maria. Marisa Monte foi uma surpresa de “voz doce” e “timbre cristalino”. Ney Matogrosso, Irlam já o conhecia do Madrigal de Brasília, mas só foi mesmo encontrar e entrevistar em 1973, época do Secos e Molhados. Irlam lembrava de dois shows, mas Ney conta que foram três: dois para o público, um para a censura. “Ele contou que o pessoal da censura foi com as famílias para ver o show de graça. Fez questão de dizer”, lembra o jornalista. “Eu perguntei: ‘Mas como o show passou pela censura?’, e ele disse que foi fácil, não vestiu o figurino nem rebolou.”

Quando Irlam chegou ao Correio Braziliense, em junho de 1975, foi para cobrir esportes. Passou dois anos entre campos de futebol e quadras de basquete antes de migrar para a editoria de cultura. Na época, os shows eram noticiados, mas nem sempre havia cobertura do evento. Comparecer às apresentações e narrar para o leitor o que aconteceu foi uma bandeira que o repórter passou a empunhar. A primeira cobertura ocorreu durante um show dos Doces Bárbaros, no Ginásio Nilson Nelson, em 1976. Foi a segunda vez que Irlam viu Caetano Veloso no palco. O tropicalista cantava ao lado de Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa. Naquele espetáculo, confirmou uma preferência que até hoje não esconde. Irlam acompanhou Caetano desde os festivais da Record. Quando ouviu, pela primeira vez, Alegria Alegria na voz do baiano, se identificou completamente. “Caetano é o que mais me identifico”, confessa. Alguns anos depois, era o terceiro da fila para comprar o ingresso do primeiro show que o tropicalista fez ao voltar do exílio, em 1972.

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