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Estado de Minas

Exposição mostra o cotidiano cubano antes da reaproximação com os EUA

Trabalho da fotógrafa Mariana Raphael é fruto de viagem de 22 dias à ilha


postado em 09/12/2015 07:30 / atualizado em 09/12/2015 15:50

 

 

A fotógrafa Mariana Raphael registra diversos aspectos da vida em Cuba(foto: Mariana Raphael/Divulgação)
A fotógrafa Mariana Raphael registra diversos aspectos da vida em Cuba (foto: Mariana Raphael/Divulgação)

 

A exposição Por fora por dentro: um olhar transpondo espaços em Cuba, de Mariana Raphael, é composta por 24 fotografias de seis municípios cubanos. Entre abril e maio de 2014, a fotógrafa visitou o país e retratou o cotidiano cubano antes do restabelecimento das relações diplomáticas entre a ilha caribenha e os Estados Unidos.

A mostra está em cartaz na Casa da Cultura da América Latina da UnB (Cal-UnB), onde ficará até 13 de janeiro. Quando a fotógrafa viajou ao país, o desejo dela era retratar de maneira aprofundada aspectos políticos e culturais da vida da população. Por 22 dias, Mariana explorou as complexidades de um país cuja revolução antagonizou uma das nações mais poderosas do mundo. “Quando cheguei, me surpreendi ao ver o filme O lobo de Wall Street em cartaz e frases da Marilyn Monroe em paredes de bares. Achei que iria encontrar um país sem referências ao universo americano”, conta.

Mariana Raphael e Samanta Dias, curadora da exposição, são paulistas que vivem em Brasília. Formada em comunicação social pela Universidade Mackensie, Mariana desenvolve desde 2007 projetos de fotografia documental voltados para as áreas de cultura e direitos humanos, especialmente.

No currículo, ela leva 13 exposições fotográficas coletivas em Brasília, São Paulo e Medellin (Colômbia). Em Por fora, por dentro, ela buscou referenciar os espaços nos quais ocorrem as relações cotidianas retratadas nas fotografias. “Público e privado, casa e rua, família e comunidade. Não se trata apenas do posicionamento físico da câmera”, explica.

Essa relação pode ser observada na história da matriarca de uma das famílias fotografadas por Mariana. A senhora contou que, durante a adolescência, conheceu o revolucionário Camilo Cienfuegos, que morreu em 1959 e é ate hoje exaltado no país. “Ela me disse que ele era um homem extremamente gentil e sensível e isso fez com que se apaixonasse por ele”, afirma. A foto e a história fazem parte da exposição.


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