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Estado de Minas

Muros com toque feminino: grafite feito por mulheres chama atenção no DF

Coletivos de grafite formados apenas por mulheres ainda são minoria, mas já começam a se destacar


postado em 14/12/2015 07:33

Camila Siren desenha sua própria personagem em muros pela cidade(foto: Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press)
Camila Siren desenha sua própria personagem em muros pela cidade (foto: Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press)

Os muros de Brasília deixaram de ser brancos e cinza e passaram a ser coloridos pelos grafites dos artistas da capital. Os desenhos que trazem cor às ruas da cidade são muitas vezes assinados por homens e, raramente, por algumas mulheres. Há, entretanto, grupos de grafite formados somente pelas meninas que buscam levar arte e crítica social por meio de suas pinturas.

O coletivo Risofloras, formado por Veronica Pires, Camila Leite e Edilene Colado, é um deles. As meninas de 19, 20 e 28 anos, respectivamente, integram um dos únicos coletivos inteiramente formados por mulheres no grafite em Brasília. Nas artes do Risofloras, as garotas reivindicam a força das mulheres. “O Risofloras segue a linha de empoderamento feminino. A gente pinta para reivindicar a força da mulher”, disse Camila Leite, estudante de artes plásticas na Universidade de Brasília.

A ausência das mulheres no meio é explicada pelo fato de o grafite ainda ser visto como vandalismo. “Por isso temos dificuldade em sair para as ruas para pintar. Algumas meninas sentem medo. Elas têm o trabalho, mas não mostram porque não é seguro”, diz Camila.

Camila Siren também trabalha com a arte de rua, porém, sozinha. A grafiteira de 18 anos está na carreira há 2 anos e concorda que ainda há poucas mulheres no meio. “Isso ocorre por um fator social. Muitas meninas deixam de pintar, ou até mesmo experimentar, pela insegurança que sentem sozinhas nas ruas.” Siren conta que leva de 40 minutos a 1 hora para fazer uma pintura. “Esse tempo todo fico à deriva de qualquer perigo.”

Entretanto, Siren acredita que a quantidade de mulheres no meio está aumentando. “Cada vez mais, aparecem garotas tirando os desenhos do papel e colocando na parede.” Segundo ela, o preconceito com o grafite vem da origem dessa arte, que surgiu nos guetos e era um ato de vandalismo. Somente depois essa arte urbana foi para galerias e museus.

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