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Estado de Minas

Administrador quer reconhecimento por invenção de novo instrumento

Kênio Alcanfôr trabalhou mais de 10 anos no violbass, uma espécie de violino com uma frequência mais grave


postado em 23/12/2015 07:32

Kênio Alcanfôr e sua invenção, o violbass: instrumento brasiliense com tecnologia europeia(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Kênio Alcanfôr e sua invenção, o violbass: instrumento brasiliense com tecnologia europeia (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
 

“Eu quero a notoriedade. Não tenho expectativas financeiras, talvez meus herdeiros tenham. O meu sonho é o reconhecimento social.” Vicente Kênio Rosal Alcanfôr, 70 anos, aposentado, encontrou um novo propósito ao qual se dedica há mais de 10 anos e se sente orgulhoso: a invenção de um  instrumento musical batizado de violbass.

“A ideia surgiu a partir de uma inquietação, uma angústia que desenvolvi. Sou violinista e comecei a sentir a necessidade de um som mais grave. Parti para o violoncelo, mas devido à postura e ao tamanho do instrumento, não fiquei satisfeito. Depois, procurei a viola clássica, mas o timbre não me agradou. Daí eu percebi que precisava construir algo novo, e assim foi surgindo o violbass, um instrumento de timbre mais grave que me permite tocar igual ao violino”, conta.

Segundo Kênio, o grande mérito do instrumento é preencher um vazio que existia há três séculos. “Entre o violoncelo e a viola existe uma oitava. É um intervalo que existe há mais de 300 anos e o violbass caiu exatamente no meio dos dois. No começo, eu não compreendi exatamente a dimensão disso tudo, mas depois fui percebendo que eu consegui preencher um espaço que ninguém conseguiu. Se na época que os compositores clássicos fizeram suas principais obras, um instrumento desses existisse, teríamos possibilidades musicais mais amplas”, analisa, comparando a inclusão do violbass com o que acontece em um conjunto vocal, com  soprano, contralto, tenor e baixo, com frequências aproximadas.

Kênio trabalhou no instrumento entre 2002 e 2013, quando a versão final do violbass, semelhante a um violino, mas com um corpo um pouco maior, ficou pronta. Esse período foi batizado por ele como “deserto mental”. “Notava que quando falava sobre a minha ideia para o pessoal da música, as reações eram um misto de incredulidade, sarcasmo e deboche. ‘Como assim esse cara vai inventar um instrumento novo?’ Foi só quando ele finalmente ficou pronto e eu fiz demonstrações, que músicos e professores de Brasília começaram a comprar a ideia e acreditar que aquilo poderia ser algo potencialmente revolucionário”, lembra.

 

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