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Estado de Minas

Livro é inspirado em passatempos próprios para adultos

Naiara Leão e Phillip Dantom criaram uma campanha de financiamento coletivo para possibilitar a impressão do segundo livro da dupla, Róbi


postado em 04/01/2016 07:40 / atualizado em 04/01/2016 11:10

Naiara Leão e Phillip Dantom, os editores de Róbi: multilinguagens (foto: Tom Costa/Divulgação)
Naiara Leão e Phillip Dantom, os editores de Róbi: multilinguagens (foto: Tom Costa/Divulgação)

 

Depois do sucesso da primeira publicação a editora Isca lançou seu segundo projeto. Naiara Leão e Phillip Dantom criaram uma campanha de financiamento coletivo para possibilitar a impressão do segundo livro da dupla, Róbi. A ideia, inspirada na nostalgia das antigas tardes de passatempos em família, é incentivar os adultos a terem hobbies novamente. Além disso, Naiara conta que a editora pretende fazer parte do importante momento vivido por Brasília, de valorização da cultura local e criação de uma identidade própria. Cada pessoa que colaborar com o projeto poderá escolher que forma de recompensa quer receber: jogos-arte on-line, o próprio Róbi, outras obras dos artistas ou fazer a doação do Brasília Colorida para crianças de instituições de caridade do Distrito Federal.

O livro vem com uma proposta de possibilitar aos adultos um momento lúdico e de reservar um tempo para fazer aquilo que se gosta e não somente o que é preciso, além de divertir quem gosta de arte e ilustração e exercitar o cérebro. Naiara conta que “é um livro pra você pegar, olhar, fazer, apagar, xerocar pra fazer de novo no futuro, chamar amigos pra jogar com você e ampliar em mil as possibilidades de resposta que você conseguiria bolar sozinho. Os jogos do livro, inclusive, têm essa recomendação, de que é legal jogar individualmente, em grupo, com lápis, para apagar e refazer”. Phillip Dantom acredita que ainda exista espaço tanto para o formato digital quanto para o impresso, já que “o livro, além do conteúdo, pode ser um objeto de desejo. O importante é usar as ferramentas que nossa geração tem. Estamos usando a tecnologia para convidar as pessoas a investirem no formato impresso e isso é muito bacana”.

A escolha dos artistas foi feita pelos editores, que já conheciam o trabalho de cada um. Eles receberam a proposta de criar jogos que mantivessem algo da produção autoral deles e mostrassem um pouco daquilo que o artista já trabalha e desenvolve, feito em um mix de passatempos tradicionais ligados à narrativas e outras atividades que exigem cortar, colar e montar. “O Aerolito (quadrinista), por exemplo, fez uma história em quadrinhos que requer a criação do leitor para que tenha sentido. O Nicolas Behr desmontou alguns poemas para que o leitor remonte. O Felipe Cavalcante montou um Zoetrop, um dispositivo que você monta e cria animações simples, que dialoga com a pesquisa artística dele”, revela Naiara.

Para inovar o mercado literário brasiliense, a editora pretende trabalhar sempre no processo de criação e edição dos livros, sendo eles de multilinguagem ou literários. Para eles, o importante é não apenas receber manuscritos e publicar, mas se consolidar como uma editora pequena, de livros especiais, que possam refletir quem realmente é aquele autor e de que maneira foi o envolvimento de todos no processo.

 

Saia mais

Para colaborar e se informar um pouco mais a respeito do projeto, basta clicar aqui 

 

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