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Correio Braziliense

Batalha judicial de Kesha extrapola limites da lei ou da cena musical

O apoio massivo de artistas e público à Kesha fez do processo jurídico um escândalo de relações públicas


postado em 25/02/2016 07:30 / atualizado em 25/02/2016 09:03

A artista iniciou o processo contra Dr. Luke em outubro de 2014(foto: Cindy Ord/Getty Images/AFP-14/2/15)
A artista iniciou o processo contra Dr. Luke em outubro de 2014 (foto: Cindy Ord/Getty Images/AFP-14/2/15)

A cantora pop Kesha perdeu a primeira batalha judicial contra Dr. Luke, seu ex-produtor, no fim da semana passada. No entanto, artistas e fãs de todo o mundo têm se posicionado a favor da estrela, implorando que a gravadora Sony a “liberte”. Em outubro de 2014, Kesha processou Dr. Luke por abuso e assédio sexual, violência de gênero, práticas injustas de negócios e assédio moral.

O produtor respondeu com ação legal contra a cantora por quebra de contrato, impedindo que ela lançasse qualquer música nova, com outros parceiros, por tempo indeterminado. O acordo inicial entre a Sony e Kesha previa que ela gravasse, no mínimo, seis álbuns com Dr. Luke. A empresa disse que aceitaria que a cantora trabalhasse com outro produtor da casa. Para a juíza da Suprema Corte do estado de Nova York Shirley Kornreich, “não houve dano irreparável, já que ela recebeu a oportunidade de gravar nos últimos anos”.

Lady Gaga, Demi Lovato, Lilly Allen, Lorde, Ariana Grande e Kelly Clarkson são algumas das estrelas da música que declararam apoio à cantora via Twitter. No começo da semana, Taylor Swift doou US$ 250 mil (aproximadamente R$ 1 milhão) à Kesha. O dinheiro deve ajudar a cobrir os gastos legais que, segundo publicações americanas, teriam levado a jovem à beira da falência.

O apoio massivo de artistas e público à Kesha fez do processo jurídico um escândalo de relações públicas. A gravadora Sony tem sido alvo de protestos via redes sociais, com mais e mais usuários propondo o boicote à companhia enquanto ela não liberar a cantora do contrato.

O site change.org (endereço destinado a petições) abriga um abaixo-assinado contra a Sony e Dr. Luke. “É importante se recusar a comprar música e produtos desta marca que abusa de seus artistas dessa maneira.” Em quatro dias, o documento arrecadou mais de 240 mil assinaturas. Publicações internacionais como The Guardian e Vox, também sugerirão que os leitores que apoiam a cantora boicotem a empresa.


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