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Estado de Minas

Documentário evoca a luta de uma transexual contra a homofobia

O teor de força e sensibilidade do filme 'Meu nome é Jacque' tem surpreendido o público


postado em 25/04/2016 07:30 / atualizado em 23/04/2016 21:09

'Meu nome é Jacque' terá sessão gratuita amanhã, no Sesc(foto: www.documentafilmes.com.br/Reprodução)
'Meu nome é Jacque' terá sessão gratuita amanhã, no Sesc (foto: www.documentafilmes.com.br/Reprodução)

A criação de dois filhos e uma posição de destaque no âmbito da Organização das Nações Unidas fazem parte das grandes conquistas de Jacqueline Rocha Côrtes, hoje, aos 56 anos. Claro que as qualidades dela pesam, na hora de emocionar a plateia do filme em torno de sua vida, Meu nome é Jacque. A reboque da felicidade, uma trama de superação dialoga com a transexual Jacqueline. “Minha vida daria um filme”, chegou a pontuar Jacque, retratada em documentário que destaca temas como preconceito e homofobia.

“Não tem horror no filme”, se apressa a explicar a cineasta responsável pelo longa, Angela Zoé. Portadora do HIV, a representante da Unaids (programa conjunto da ONU sobre a Aids, integrado por 11 organizações) Jacqueline reclama a ideia de uma profusão de sofrimentos que, nas telas, não se efetivam.

Dona de eterna relação “aberta com o mundo”,  a diretora Angela Zoé captou no filme um peso contrário ao esperado: a leveza venceu. “Ao tomar conhecimento da condição soropositiva, a família da Jacqueline lidou com muita naturalidade, e todos fizeram com que ela estivesse viva, se sentindo aceita e acolhida”, enfatiza a cineasta.

Contar uma história de amor foi a prioridade para Angela Zoé, defensora de um cinema direto, e que apresenta versão “íntima de Jacque, com câmera muito ligada dentro da casa dela”. Antes de conduzir sete filmes de campanhas contra a violência direcionada a mulheres, a cineasta, que também é produtora de Betinho — Esperança equilibrista, conta que nunca achou que Jacque tivesse sido um homem.

Aplausos de pé

O teor de força e sensibilidade destacados pelos espectadores de Meu nome é Jacque tem surpreendido a cineasta que, por exemplo, numa sessão que não contemplava “plateia de amigos”, ouviu aplausos de 416 pessoas em pé.

“A garotada é quem mais gosta do resultado”, comenta a cineasta.
O efeito de “montanha-russa” emocional dependeu apenas de ter ligado a câmera. Enquanto o irmão de Jacque pontua a fita com disparates, o espectador toma ciência dos feitos de Jacque, que conquistou um primo, outrora gay. Com exibição hoje, para convidados, na Casa da Onu, Meu nome é Jacque terá sessão aberta, amanhã, às 19h30, no Cine Sesc (Setor Comercial Sul), antes de ser apresentado na tevê.
 
R$ 580 mil
Foram empregados na realização de Meu nome é Jacque
 
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