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Correio Braziliense

Nicolas Krassik e Mestrinho apresentam o disco no Clube do Choro

Música/Do choro ao blues, álbuns recém-lançados movimentam a cena musical brasileira


postado em 10/05/2016 07:30

(foto: Renata Samarco/Divulgação)
(foto: Renata Samarco/Divulgação)

Foi meio sem querer que o duo entre o violinista francês Nicolas Krassik e o acordeonista sergipano Mestrinho começou. Os dois se conheceram no grupo Fé na Festa, que acompanhava Gilberto Gil, e foram convidados tempos depois para tocar em duo no Festival de Jazz de Paraty. “Foi uma surpresa para a gente. Montamos um repertório na véspera do show”, conta Krassik, com um português que faz duvidar que o violinista não tenha nascido mesmo no Brasil (onde mora há 15 anos). Os dois gostaram tanto da experiência de unir o violino ao acordeom que foram para o estúdio gravar o disco (lançado este ano pela Biscoito Fino) Mestrinho e Nicolas Krassik. A dupla lança o álbum hoje, amanhã e sexta no Clube do Choro a partir das 21h.“Depois de algumas apresentações, a gente teve a convicção de que dava certo. Violino e acordeom têm muitas semelhanças, os timbres se misturam, as notas longas”, conta. Só depois de ter certeza que o formato funcionava é que decidiram registrar a parceria, explica. “Foi então que eu corri atrás da possibilidade de gravar e levamos a ideia para a Biscoito Fino. Foi algo bem ao acaso, eu até pensava em ter um duo, mas não tinha nada concreto em mente”, lembra Krassik.

No repertório do álbum, temas como Nilopolitano (Dominguinhos), Desvairada (Garoto), Diabinho maluco (Jacob do Bandolim) e João e Maria (Sivuca e Chico Buarque). Para o show, além da íntegra do disco, os instrumentistas preparam outras pérolas da música brasileira para o público, como Lamento sertanejo (de Gilberto Gil e Dominguinhos). “Vamos prestar também uma homenagem ao Paulinho da Viola, estamos preparando Tudo se transformou, Choro negro, Sarau para Radamés”, revela Krassik.

O violinista ressalta que o show, apesar de o formato sugerir algo mais intimista, tem alegria e ritmo. “Às vezes, as pessoas acham que por ser um duo vai ser muito intimista, mas não. É uma apresentação muito alegre, um show muito enérgico. Somos só dois, mas é como se fossemos 10”, garante.

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