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Correio Braziliense

Conheça Marcelo Barbosa, novo guitarrista do Angra

'Quando a música serve à técnica e não o contrário, para mim, começa um problema', diz o músico


postado em 22/05/2016 06:58

(foto: Internet/Reprodução)
(foto: Internet/Reprodução)
 

 

“Meu sonho hoje é conseguir continuar em Brasília”, conta o guitarrista brasiliense Marcelo Barbosa. Reconhecido como um dos principais nomes do instrumento no país hoje, Barbosa escolheu permanecer na capital, apesar de viajar mundo afora por conta da agenda atribulada e dos inúmeros convites para deixar a cidade. Atual guitarrista do Angra, Barbosa é um virtuose, mas adverte: “Quando a música serve à técnica e não o contrário, para mim, começa um problema.”  O músico — que começou a tocar influenciado pelo rock brasiliense e se encantou com as bandas que tocaram no Rock in Rio em 1985 — conta, com orgulho, as duas passagens pelo palco do festival e o convite para integrar o Guns N’ Roses, que só não se concretizou pela reunião da formação original da banda. Nesta entrevista, Barbosa fala ao Correio sobre música, guitarra, Brasília e o direito (hoje em risco) do artista se posicionar.

O começo
Sou brasiliense, nascido e criado aqui. Comecei em 1975. Na minha adolescência, o rock nacional e, principalmente, de Brasília estava muito em voga. Era muito comum, ter uma banda, principalmente a parte autoral que, na época, era mais forte que hoje. Então, eu e uns amigos decidimos montar uma banda, mas ninguém tocava nada. Decidimos na hora quem tocaria o quê. Acabei ficando com a guitarra.

Rock in Rio
Pouco depois, também me lembro de ter visto o primeiro Rock in Rio em 1985, meu primeiro contato com rock mais pesado, foi aquela coisa de ver na tevê os artistas que depois viriam a se tornar meus ídolos, AC/DC, Ozzy, Iron Maiden. Depois disso, já toquei duas vezes no Rock in Rio em 2013 e 2015. Foi muito emocionante estar lá. Apesar de ter tocado em outros festivais grandes, o fato de ser mostrado de maneira tão intensa para o Brasil e para todo mundo, te deixa com uma responsabilidade muito grande. Nas duas vezes em que eu toquei, senti como se fosse uma espécie de consagração da minha carreira.

O som da cidade
Tem muita coisa boa acontecendo, não é culpa das bandas que isso não apareça. Na década de 1980, houve uma sequência de grupos que estouraram. Isso, de certa forma, impulsionava um pouco o cenário. Hoje não é tão forte. Mas não é que a cena morreu, é que ela está acontecendo underground e, com o MP3, as gravadoras estão perdendo muita força, o trabalho fica nas redes sociais, no YouTube.

A internet
Como tudo, tem um lado bom e outro ruim. Isso tira das grandes gravadoras o poder de ser só ela quem vai ditar o que você vai ouvir. Esse é o lado bom, porque é você quem vai escolher. O lado é ruim é que pulverizou demais, os grandes nomes do rock são os mesmos de 30 anos, porque você tem milhares de bandas para ouvir e o público se divide. Hoje é difícil ser mega star, os artistas tendem a alcançar um grupo menor, por conta dessa pulverização.

 

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