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Correio Braziliense

Com influências diversas, hardcore da banda Cadibóde faz sucesso fora do DF

Grupo lançou o trabalho 'Ficar doido é fei' de forma física e em plataformas digitais


postado em 23/05/2016 07:02

Energia e descontração da banda brasiliense Cadibóde estão presentes no álbum Ficar doido é fei(foto: Glauco Martins/Divulgação)
Energia e descontração da banda brasiliense Cadibóde estão presentes no álbum Ficar doido é fei (foto: Glauco Martins/Divulgação)
 

O som tem influências de Ratos de Porão, Galinha Preta, Violator e bastante de Raimundos. Já as letras são inspiradas pelo brega de Adelino Nascimento, Frankito Lopes e Wander Wildner. No caldeirão, ainda há espaço para o punk de NOFX e Bad Religion, misturado com a sonoridade de bandas mais novas como Pidou, Fidlar e Cerebral Ballzy. Somado a tudo isso, está o apreço por bebidas de alto teor alcoólico. Acredite ou não, a improvável combinação de elementos diversos e voláteis tem dado certo para a banda brasiliense de hardcore Cadibóde.

Formada em 2011 por amigos de infância, a banda hoje conta com Pedro Cacaes (guitarra), Paulo Pidou (baixo), Bruno Bolhão (vocal), André de Toca (guitarra) e Matheus Micuim (bateria). “Como já tínhamos experiência em tocar juntos, as coisas fluíram naturalmente e tentamos reproduzir o som que queríamos escutar, mas ninguém fazia. Começamos a carreira com um trabalho que foi o pontapé inicial para uma série de shows em Brasília e também em algumas cidades no resto do Brasil. Um dos shows mais importantes dessa época foi em São Carlos (SP). Foi quando nossas músicas entraram para a programação de uma rádio online, a Good Stuff”, relatou o guitarrista Pedro Cacaes, em entrevista ao Correio.

Entre os principais momentos dos primeiros anos de banda, estão a participação no Porão do Rock de 2013 e o convite para abrir o show do Dead Fish, no Circo Voador, no ano passado. “No início tudo era diversão —  a gente invadia a UnB, plugava o som em qualquer tomada e chamava a galera e bandas locais para tocar também”, lembrou o guitarrista, acrescentando que o melhor momento do grupo foi ter passado uma semana em São Paulo, na casa do produtor Lampadinha, gravando o disco Ficar doido é fei. “Realmente bateu alguma coisa ali em todos nós do tipo ‘É isso! É assim que eu quero viver minha vida’”.

Profissionalismo

O produtor Lampadinha apareceu na vida da banda de modo bastante informal. “Ele escutou, entrou em contato, pegou um avião, fez um churrasco pra nós na casa do Bolhão e fechamos contrato. Tudo isso regado a muita cana”, admitiu Pedro. Apesar do clima de descontração, a banda admite que foi necessário evoluir e, por isso, o processo acabou sendo um pouco dramático, levando à saída do primeiro baterista da banda, que resolveu dar outras prioridades à vida.
Após a banda se recompor, as coisas começaram a engrenar, com o single Aparecido besta fera atingindo o primeiro lugar na categoria Melhor música nacional, em programa da Rádio Rock de São Paulo; patrocínios de marcas que têm ajudado a banda, show de lançamento do disco no Carioca Club com os Raimundos; e vendas físicas e online do álbum Ficar doido é fei, disponível em plataformas de streaming.

 

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