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Correio Braziliense

Circo Teatro Artetude celebra 15 anos de trabalho pelo país

O grupo é formado pelos palhaços brasilienses Raquaquá e Chaubraubrau


postado em 18/07/2016 07:07 / atualizado em 17/07/2016 17:03

Ao longo desses 15 anos, eles percorreram todos os estados brasileiros, sem exceção(foto: Pablo Peixoto/Divulgação)
Ao longo desses 15 anos, eles percorreram todos os estados brasileiros, sem exceção (foto: Pablo Peixoto/Divulgação)
 
Na adolescência, Ankomárcio Saúde aprontou um bocado. “Tinha um furacão dentro de mim”, ele costuma dizer. Para amansar os ânimos, acabou esbarrando com a Escola de Meninos e Meninas do Parque, instituição que atende jovens em situação de vulnerabilidade e os transforma por meio de lições de arte e cidadania. “Lá. conheci o palhaço Serenata. Era a pessoa menos instruída ali, mas de muita contundência. Os meninos paravam de cheirar tiner para prestar atenção no Serenata. Foi ele quem me fez palhaço”, recorda Ankomárcio, que atende pelo nome de Chaubraubrau quando ocupa o picadeiro.

E ele se lembra da primeira vez que encarou o respeitável público: “O Serenata iria se apresentar e me chamou para acompanhá-lo. Deu-me o figurino e disse: ‘Se prepara’. Eu logo retruquei: ‘Mas ainda não sei nada’. E ele não hesitou: ‘Pois vai aprender exatamente como meu pai me ensinou: fazendo’”. E foi o que ele fez. A lembrança, tantos anos depois, ainda o emociona: “Quando vi as pessoas rindo para mim, quando me dei conta de que eu estava provocando aqueles risos, descobri que faria aquilo para sempre. Descobri a melhor forma de transformar o mundo. Naquele dia, coloquei o nariz vermelho e nunca mais tirei”.

Influenciado pelo irmão mais velho, Ruiberdan trilhou a mesma jornada. Nasciam os Irmãos Saúde, ou melhor, os palhaços Raquaquá e Chaubraubrau. E lá se vão 15 anos levando adiante a arte da palhaçaria e do circo. “Somos ali do Núcleo Bandeirante, onde não há teatro. E a falta de um teatro afasta a possibilidade de as pessoas se relacionarem com a arte. Por isso, desde o início, resolvemos que levaríamos nossa alegria justamente para locais como o nosso de origem, sem teatro, sem circo, sem arte. Iríamos às pessoas”, conta Ankomárcio.

E assim eles fazem. Ao longo desses 15 anos, eles percorreram todos os estados brasileiros, sem exceção. “Pegamos trator para subir a Serra do Tepequém (Roraima) e viajamos de barco para chegar a Manacapuru (Amazonas). Começamos com perna de pau, fomos para a kombi, e hoje contamos com a Lindinha, nosso ônibus, até porque precisávamos de uma mulher nessa relação”, brinca Ruiberdan.
 
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