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Correio Braziliense

Julia Rabello estreia programa no GNT

Na comédia De perto ninguém é normal, ela mistura realidade e ficção


postado em 24/08/2016 07:40 / atualizado em 24/08/2016 10:35

Julia Rabello brinca com a realidade em 'De perto ninguém é normal'(foto: Trícia Vieira/Divulgação)
Julia Rabello brinca com a realidade em 'De perto ninguém é normal' (foto: Trícia Vieira/Divulgação)
 

"Achei o máximo brincar com a ficção e o factual", afirma a atriz Julia Rabello ao Correio ao definir a atração De perto ninguém é normal. "Vivemos um tempo que eles estão meio embolados, com as pessoas querendo saber da vida dos outros em reality shows ou se expondo nas redes sociais", completa.

A dualidade do programa também aparece na construção do personagem. "Interpreto uma mulher que tem o mesmo nome que eu e tem muito de mim. Mas tem diferenças também. É complicado", adianta. O mesmo acontece com Rodrigo Pandolfo e Cláudia Missura.

O humor, como não poderia deixar de ser, dá o tom do seriado de Luiz Villaça. O programa tem um tema único e é dividido em três momentos: pessoas são entrevistadas na rua pela personagem Júlia, especialistas dizem o que acham do assunto e esquetes são apresentadas.

O programa de estreia versa sobre o amor. "Recebemos no estúdio três pessoas que foram casadas várias vezes. A gente brinca que eles têm 30 anos de casados, mas com pessoas diferentes", diverte-se Júlia. Futebol, consumismo e política são alguns dos temas que pontuarão os 13 episódios da temporada.

SERVIÇO
De perto ninguém é normal
GNT, quarta, às 23h.


Confira um ponto a ponto com a atriz

Parceria com o GNT
Já estava namorando o GNT há dois anos, mas durante esse tempo teve a novela A regra do jogo, que foi maravilhoso fazer, e o filme do Porta dos fundos. E eles me esperaram com esse projeto. Foi incrível como no primeiro encontro com o Luiz Villaça a química já rolou. Falamos de nossas ambições e vimos que tínhamos muito em comum.

Realidade x ficção
Achei o máximo colocar o factual e a ficção juntas. O Villaça é um craque nisso. Ele sabe brincar como ninguém. É o maior barato essa tendência. Vejo o Cilada, do Bruno Mazzeo, e me divirto.
No programa, interpreto uma personagem que se chama Júlia e ela tem muito de mim. Não sou eu, mas tem muito de mim. Tem o meu senso de humor. Mas temos nossas diferenças. Em um dos episódios ela entrevista o Carlos Casagrande. Eu não entendo nada de futebol! Foi insano eu ter que estudar sobre o assunto e interpretar uma outra Julia que é fã do ex-jogador.

Seriado x novela
Vivemos um tempo do instantâneo. Tudo é mais rápido. Acho que no seriado isso se encaixa melhor. A tensão existe, mas não dura tanto tempo. O perfil do consumidor mudou: o pensamento é mais ágil e também é fragmentado.

 

Porta dos fundos
O porta é minha família artística. Não tem como eu deixá-los totalmente. Sabe aquela coisa de almoço de domingo e datas especiais. Estou sempre lá! (risos)

 

 

 

Ser mulher na comédia
O humor evoluiu, assim como toda a sociedade. Mas tem um longo caminho pela frente. Mas acho que isso acontece em todas as áreas -- a comédia sofre tanto quanto outros setores. No dia a dia tenho que lidar com dificuldades que homens não lidam. No início da carreira, ouvi muito a bobagem de que mulher não sabe contar piada ou que não é tão engraçada como o homem, mas já provamos que isso não é verdade.

O politicamente incorreto
Esse é um debate um tanto confuso, na minha opinião. O humor é importante para entendermos a diversidade, mas às vezes passa da medida. Ele não pode ser castrador. A verdade é que não sei como resolver isso. Ainda não sabemos. Vamos entender.

Projetos para o futuro
Eu sou uma louca do trabalho. Sempre me prometo trabalhar menos, mas não cumpro. Daqui a pouco vou para Portugal rodar um filme. Na volta, estarei no elenco da próxima novela das 19h, o que exige uma entrega muito grande. Ainda quero voltar ao teatro. Estou com saudades dos palcos.


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