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Correio Braziliense

Livro conta a história da música psicodélica produzida no Brasil

Lindo sonho delirante conta a história da música experimental produzida no Brasil até 1975 e reúne 100 discos clássicos do gênero


postado em 27/08/2016 07:30 / atualizado em 27/08/2016 15:02

O jornalista Bento Araújo(foto: Divulgação/Bento Araújo)
O jornalista Bento Araújo (foto: Divulgação/Bento Araújo)
 
 
Foi ao ouvir um disco de Ronnie Von, em 1999, que o jornalista Bento Araújo se deu conta de que existia rock psicodélico produzido no Brasil. “Eu já conhecia, obviamente, bandas como Os Mutantes e Novos Baianos, mas o fato do Ronnie Von também ter praticado o gênero me deixou intrigado”, lembra. O príncipe, como Ronnie ficou conhecido nos tempos de Jovem Guarda, foi responsável por três discos clássicos da psicodelia brasileira (desprezados à época, mas relançados e cultuados hoje). A partir da descoberta do LP Ronnie Von (de 1968), Araújo começou a vasculhar músicos que também tivessem praticado ou só flertado com a psicodelia em terras tupiniquins. Da pesquisa, surgiu o livro Lindo sonho delirante — 100 discos psicodélicos do Brasil, que arrecadou mais de R$ 84 mil no Catarse e será lançado em outubro em português e inglês.

“É difícil colher informações confiáveis sobre determinados artistas e grupos. Muitos são obscuros até hoje”, conta Araújo. Apesar da dificuldade de encontrar informações confiáveis sobre o gênero na música brasileira, ele destaca que, no fim, escolher o que entraria ou não no livro foi também um desafio. “Fui compilando um volume considerável de material, até que precisei parar nos álbuns e compactos lançados até 1975. Quando percebi, o livro estava saindo do controle. No fim, foi difícil optar pelos 100 discos que entraram no livro.”
 

A importância de contar essa história, acredita Araújo, está também na originalidade do rock psicodélico produzido no país. “Bandas como Mutantes, Novos Baianos e os tropicalistas Gil, Caetano, Gal e Tom Zé sacaram o lance da antropofagia. Pegaram a influência do rock e da cultura pop de fora e a transformaram em algo genuinamente brasileiro.”

Ele cita também os artistas nordestinos que foram responsáveis por uma cena forte e inventiva para a música brasileira. “Depois, veio a psicodelia nordestina, com Lula Côrtes, Zé Ramalho, Alceu Valença, Lailson de Holanda, Marconi Notaro, Flaviola, Ave Sangria etc. Essa cena é riquíssima, independente, totalmente underground e altamente psicodélica.”
 
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