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Correio Braziliense

Filarmônica de Passárgada faz música coerente, experimental e popular

Terceiro disco do grupo tem parcerias com Tom Zé, Ná Ozzetti e Guilherme Arantes


postado em 05/09/2016 07:30 / atualizado em 04/09/2016 21:47

 

 

A Filarmônica de Pasárgada canta a internet no novo disco, Algorritmos(foto: Edson Kumasaka/Divulgação)
A Filarmônica de Pasárgada canta a internet no novo disco, Algorritmos (foto: Edson Kumasaka/Divulgação)

 

Reza a lenda que a Filarmônica de Pasárgada surgiu de uma promessa de Marcelo Segreto a seis colegas do curso de música da Universidade de São Paulo, em 2008. Segreto garantia que, tocando as canções deles, o grupo ficaria famoso e todos eles ricos em no máximo dois anos. Oito anos depois, se a grana e o sucesso global ainda não chegaram, o grupo conseguiu o aval de nomes de peso da música brasileira, como Tom Zé, Luiz Tatit e José Miguel Wisnik, e chega ao terceiro disco, Algorritmos com projeto coerente, experimental e, ainda assim, popular.

Para o novo álbum, Marcelo Segreto escolheu falar de um tema atual e presente o tempo todo na vida contemporânea: a internet. “Quando eu estava compondo o Rádio lixão (álbum anterior), pensei nessa coisa da internet. Isso já estava nas canções de certo modo. É uma experiência que está dentro de nossos processos da vida, tudo hoje é guiado pela internet”, comenta.

Por estar tão presente, Segreto considerou que a web seria um bom mote para as canções do disco. “É algo tão cotidiano que acaba tendo muitos elementos para explorar na composição das canções. O nosso dia a dia está na internet, achei que ia dar pano para manga, que daria pra fazer várias canções legais”, conta.

Para as 15 faixas, ele se baseou em processos da web para compor. O limite de caracteres do Twitter, a estrutura de chat, o formato de post e comentários, tudo foi ponto de partida para a criação de Segreto.“Fui elencando os processos mais relevantes, os que são mais populares. Pensei: ‘tem que ter um bate-papo, tem que ter wikipedia”. Agora, a forma como eu ia fazer isso é que é o mais legal.”

A estrutura pode ser percebida claramente em composições como 7 comentários. Nela, Segreto convidou sete compositores para criar comentários sobre um post-refrão feito por ele. Na gravação, além de Segreto, Tom Zé, José Miguel Wisnik, Luiz Tatit, Juçara Marçal, Ná Ozzetti e Guilherme Arantes dão voz aos comentários escritos pelos amigos. “Achei que seria mais legal do que só escrever nessa linguagem, pegar essa estrutura e compor em cima dela. Então, fiz um refrão e mandei pra amigos e pedi que eles escrevessem sobre isso”, conta.

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