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Correio Braziliense

Adriana Calcanhotto lança livro na companhia de Eucanaã Ferraz

Canções da compositora geram debate mediado por Diego Ponce de Leon


postado em 29/09/2016 08:40 / atualizado em 29/09/2016 08:44

 
(foto: Leo Aversa / Divulgação)
(foto: Leo Aversa / Divulgação)
 
 
Com 25 anos de carreira, 17 discos lançados, incontáveis canções lançadas, Adriana Calcanhotto é uma das cantoras e compositoras de maior destaque da MPB. Ao longo de sua trajetória, a artista gaúcha tem marcado presença nos palcos brasilienses com shows memoráveis. Hoje, ela está de volta à cidade mas por outro motivo. Às 19h30, lança o livro Pra que serve uma canção como essa?, na Fnac, no ParkShopping.

O exemplar reúne 91 letras de Calcanhotto — a maioria são de composições de sucesso, mas há também algumas inéditas.A seleção foi feita pelo poeta Eucanaã Ferraz, que ao lado dela participa de um bate-papo, mediado pelo jornalista do Correio Diego Ponce de Leon. Em seguida, os dois autografam a obra.

Eucanaã organizou o livro em ambientes temáticos, por onde transitam as composições. Carioca, o poeta é autor de livros como Desassombro (2001), que conquistou o Prêmio Alphomsus de Guimarães, da Fundação Biblioteca Nacional; Sentimental (2012), com o qual ganhou o Prêmio Portugal Talecom de Poesia; e Escuta (2015), além de outros voltados para o público infantojuvenil. Ele organizou, ainda, a poesia completa e prosa de Vinicius de Moraes (2004) e Letra só, de Caetano Veloso (2003).

Foi Waly Salomão que apresentou Calcanhotto a Eucanã. Os dois iam se conhecer e logo se tornaram amigos, passando a ter ótimo entendimento. “Houve uma conjunção de coisas para que nos conhecêssemos: sua música, a minha poesia, a poesia de Waly e de Antônio Cícero, além do nosso interesse por João Cabral de Melo Neto”, conta Eucanaã.

Acervo aberto
Para ele, as letras de Calcanhotto trabalham com a intuição e o improviso, ao lado de rigorosa elaboração formal, na esteira da Tropicália. “O trabalho de Adriana dilui as fronteiras entre a alta e a baixa cultura, assim como entre o nacional e o estrangeiro. A tradição musical é tratada como acervo aberto e atemporal”. Segundo o poeta, “ela é um exemplo acabado da geração que atualizou a estética tropicalista, juntando a MPB, samba, bossa nova, jovem guarda e música eletrônicas. O resultado, porém, não é uma miscelânia ou um ecletismo superficial. Ao contrário, é uma linguagem própria, um equilíbrio, uma originalidade”.

Na seleção das letras, Eucanaã se deixou levar pelas que lhe pareceram “resistir bem ao silêncio do papel, ou seja, sem melodia. O livro destaca a parte mais propriamente literária das canções. A plasticidade dos versos se torna muito mais clara”. Ele diz que Calcanhotto costuma afirmar que já experimentou quase todas as possibilidades de composição, mas que não escreve letra para depois musicar.

Pra que serve uma canção como essa?
Lançamento do livro de 192 páginas, com a presença de Adriana Calcanhotto e Eucanaã Ferraz, em bate-papo com a intermediação do jornalista Diego Poce de Leon, hoje, às 19h30, na Fnac (ParkShopping). Preço: R$ 48. Acesso gratuito. Informações: 2105-2000. 
 

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