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Correio Braziliense

Cantora brasiliense Mila Cavalhero participa de coletânea virtual

O projeto foi desenvolvido pelo selo musical Brasileiríssimos


postado em 19/12/2016 07:35 / atualizado em 21/12/2016 14:08

Mila Cavalhero foi uma das cantoras a buscar nas redes sociais, como YouTube e Facebook, novas formas de se conectar com o público(foto: Suelen Cristina/Divulgação)
Mila Cavalhero foi uma das cantoras a buscar nas redes sociais, como YouTube e Facebook, novas formas de se conectar com o público (foto: Suelen Cristina/Divulgação)
 

Enquanto o impasse sobre a alteração da Lei do Silêncio (n°4092/2008) não se desenrola, artistas brasilienses encontram outras maneiras de distribuir o trabalho. Ainda que de forma amadora, muitos veem na internet a válvula de escape para um cenário cada vez mais escasso em seu formato tradicional. Se de um lado faltam palcos, do outro, sobram páginas. Cria da cidade, Mila Cavalhero foi uma das cantoras a buscar nas redes sociais, como YouTube e Facebook, novas formas de se conectar com o público —  este, sim, o maior prejudicado pela legislação que impede volumes sonoros acima de 55 decibéis (o que equivale a menos do que faz um liquidificador ligado) em bares e casas noturnas depois das 22h.

A página Brasileiríssimos, instalada na rede social de Mark Zuckerberg desde 2012, segue a máxima de que música não é barulho. Por isso, fechou parceria com Mila e outros 10 artistas que, agora, serão lançados pela coletânea virtual Garimpo, a primeira do selo musical criado a partir da fanpage pelo publicitário Josué Veloso e o jornalista Marcos Xi. Autodidata, Mila Cavalhero toca violão desde os sete anos de idade, quando descobriu que o pai, que faleceu quando ela tinha quatro anos, também se interessava pelo instrumento. Na coletânea, ela aparece com a faixa Jura de dedinho, da qual fez letra e música.

A audiência da página é grande e promete alavancar a carreira da cantora de 22 anos. São mais de 9 milhões de fãs no Facebook com alcance semanal de 60 milhões de pessoas por semana. Os números superlativos tornaram a Brasileiríssimos uma das maiores do gênero cultural no país. Mila foi selecionada entre mais de 400 nomes e rostos desconhecidos ou conhecidos apenas em nichos. Todo material é inédito e levou em consideração que os artistas não tivessem nenhum disco gravado. A ideia é apresentar a um público mais extenso o que têm feitos esses jovens, ainda pouco divulgados até mesmo cidade onde vivem.


Multiplataforma 

O reconhecimento não surgiu de forma gratuita. Com um canal no YouTube, ela se esmera em publicar vídeos com boa qualidade, embora produzidos de maneira amadora. “Minha família, mesmo sem muito dinheiro, me ajudou muito. A atenção que passei a ter na internet começou a dar mais resultado quando investi na qualidade das imagens e principalmente do áudio. Foi um pontapé para que várias portas se abrissem”, relembra.

A investida virtual também aconteceu porque espaços físicos nos quais a cantora marcava presença foram, aos poucos, fechando as portas. Um deles era o bar Rayuela, na 413 Sul. Apesar da dificuldade em encontrar espaços para tocar, Mila Cavalhero defende que não é necessário fazer uma transferência da carreira exclusivamente para a internet. Os dois meios, real e virtual, são igualmente importantes para o artista.

“Nos barzinhos, cafés e restaurantes onde me apresento, o público não conhece tanto o meu trabalho quanto na web, em que o ouvinte vai atrás de você. Não é como chegarem um bar e eu estar lá tocando. Mas isso é bom para o artista, o cantor faz o show e ganha público, enquanto o da internet é ‘de casa’”, acredita. No dia 24 de janeiro ela se apresenta no Feitiço Mineiro, onde apresentará Jura de dedinho e algumas versões de clássicos da MPB, como Marisa Monte, um ícone da cantora.

 

(foto: Divulgação /Garimpo)
(foto: Divulgação /Garimpo)

Garimpo 
Coletânea do selo homônimo, 11 faixas. Disponível no YouTube e Facebook.

 

 

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