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Correio Braziliense

Apoiado na venda de 150 milhões de livros, Cinquenta tons está nos cinemas

Segundo exemplar da trilogia, Cinquenta tons mais escuros volta a explorar a sexualidade do casal Grey e Steele


postado em 09/02/2017 07:47 / atualizado em 09/02/2017 12:07

 

 

À frente do controverso casal sensação nos cinemas em 2015, os atores Dakota Johnson e Jamie Dornan conquistaram o público brasileiro —  6,7 milhões de espectadores foram assistir aos fetiches de Christian Grey e Anastasia Steele  — protagonistas de Cinquenta tons de cinza. Mundo afora, o reflexo avassalador da adaptação cinematográfica dos escritos eróticos de E L James veio em termos de bilheteria: foram US$ 560 milhões de faturamento, com o primeiro filme de uma trilogia a ser completada no próximo ano.



Cinquenta tons mais escuros, o segundo exemplar traz muita novidade nos bastidores: sai a diretora Sam Taylor-Johnson e também a roteirista Kelly Marcel, ambas do filme de 2015, e entram, nas posições, o cineasta James Foley (House of cards) e Niall Leonard, o roteirista que possivelmente tem maior intimidade junto à escrita de James, uma vez que é marido dela. “Christian Grey não é um personagem bonitinho e elegante que agrada todo mundo. Ele é dominante, perigoso, um desafio verdadeiro”, comentou Niall, ao divulgar a fita.

Com 150 milhões de exemplares vendidos, os livros de E L James, pela trama, abraçam elementos profissionais conhecidos ao dia a dia da autora. Trabalhando numa editora, Anastasia (ou simplesmente Ana), entretanto, enfrenta peculiaridades: na lida com as letras, ela esbarra num chefe aparentemente charmoso e bacana chamado Jack Hyde (Eric Johnson, da série The knick). Reticente, em relação ao passado recente experimentado com o jovial Christian Grey, Ana investe numa espécie de investigação sentimental capaz de desvelar o encoberto caráter do bilionário pretendente.

Vindo do país de celebradas cervejas, a Irlanda, o ator Jamie Dornan deve ter apreciado a parceria com o novo diretor da fita (na verdade, das fitas, já que a atração de 2018 foi filmada simultaneamente à atual): “Cinquenta tons desafiou um gênero. É uma combinação especial. É como uma cerveja caseira — tem seu próprio sabor”, comentou o diretor. Filmado em Paris, o longa traz Marcia Gay Harden, novamente no papel da mãe de Grey, uma peça fundamental ao entendimento das atuais agruras do protagonista.

“Não é uma historinha água com açúcar. É sombrio”, reforçou para a mídia estrangeira, a atriz Dakota Johnson (de filmes como Aliança do crime e Anjos da lei), enfatizando “a relação bruta” mantida entre as personagens. Sedução segue como palavra de ordem tanto para Ana quanto para o bem-sucedido Grey. Mesmo inédito, com a estreia marcada para hoje, Cinquenta tons mais escuros já dá pistas de que a Sala Vermelha (de onde brotam muitas das satisfações do casal protagonista) terá papel fundamental na trama.

Ainda assim, o cineasta James Foley pretende desvincular a trama de exagerado cunho sexual. Dificilmente, o público estará disposto a consumir tal mudança de prisma, uma vez que entra em cena uma figura fetiche para qualquer cinéfilo: Kim Basinger. Na fita, ela interpreta Elena, nunca disposta a largar Christian Grey, com quem divide atividades lucrativas no salão de beleza Esclava. Outra personagem que certamente embaralhará o amor de Grey e Ana é vivida pela atriz Bella Heathcote (de Demônio de neon): na tela, ela vive Leila, uma submissa conquista do assustador passado do protagonista de Cinquenta tons.

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