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Correio Braziliense

Australianos da Midnight Oil fazem rock ativista em Brasília

Atração do Net Live na noite desta terça-feira, a banda faz rock com consciência ambiental


postado em 02/05/2017 07:12 / atualizado em 02/05/2017 11:28

O grupo Midnight Oil volta aos palcos com nova turnê, após mais de uma década desde a separação(foto: Oliver Eclipse/Divulgação)
O grupo Midnight Oil volta aos palcos com nova turnê, após mais de uma década desde a separação (foto: Oliver Eclipse/Divulgação)

Em meados de 1970, uma banda de rock and roll conquistou o cenário musical australiano: a Midnight Oil. Das praias de Sydney, não tardou para que o sucesso atingisse o país todo, com o lançamento do álbum de estreia homônimo (também conhecido como The blue meanie), em 1978. Mas o alcance mundial veio em 1987 com o disco Diesel and dust — que introduziu ao público o maior hit do grupo, Beds are burning, além de clássicos como The dead heart e Dreamworld — e suas temáticas política e ambientalista, que viraram a marca dos “Oils”, como são chamados pelos fãs, e podem ser conferidas hoje em Brasília.

“Nós não servimos seu país, não servimos seu rei, conhecemos seus costumes, não falamos sua língua. O homem branco veio e levou todo mundo”, diz um trecho de The dead heart, que deixa claro o discurso da banda em prol dos direitos dos aborígenes. O disco Diesel and dust foi aclamado pela crítica e, em 2010, garantiu a primeira posição no livro Os 100 melhores álbuns australianos, ultrapassando o clássico Back in black, do AC/DC.


Com 12 álbuns e dois EPs, a banda se separou em 2002, após o vocalista Peter Garrett sair para seguir uma carreira no congresso australiano, onde ficou até 2013. Contudo, Rob Hirst (bateria), Jim Moginie (guitarra e teclado), Bones Hillman (baixo) e Martin Rotsey (guitarra) permaneceram no ramo musical com outros projetos. Agora, a Midnight Oil está de volta com a turnê mundial The great circle, que teve início em Porto Alegre no último dia 25, passou em Curitiba , São Paulo, Rio de Janeiro e hoje chega à capital, com uma apresentação no Net Live Brasília.

“Quando o Peter saiu da política, era só uma questão de tempo até nos reunirmos de novo. No entanto, não esperávamos que a turnê fosse durar um ano inteiro. Ela continua crescendo! A resposta à volta da banda tem sido muito surpreendente e impressionante”, conta Rob Hirst, em entrevista ao Correio.

Com aproximadamente 150 músicas na manga, a banda garante que cada show é diferente, mas que sucessos como Power and the passion, Beds are burning e The dead heart sempre fazem parte do repertório. “Vamos reagir de acordo com o que acontece durante a turnê. Nós temos alguns amigos no Brasil, então vai ser interessante conversar com eles para saber o que está acontecendo por aí e fazer isso”, declara o baterista.




A The great circle coincide com o lançamento de três novos conjuntos, com direito à compilação remasterizada de todo o trabalho já gravado, além de demos e músicas de lado B que a Midnight Oil tinha mantido na gaveta. “Daqui para frente, nós vamos trabalhar em novas músicas e, com esperança, até o final do ano ou no começo do próximo, teremos novas composições por aí”, Rob adianta. Com a agenda fechada pela turnê até novembro, o baterista conta que a banda ainda pretende fazer alguma gravação, provavelmente nos Estados Unidos.


 

Duas perguntas / Rob Hirst


O que motivou a nova turnê? Há alguma mensagem por trás da nova série de shows?
Este é um período muito interessante na história do mundo, com as coisas mudando nos Estados Unidos, com a posse do Trump, e três países europeus — Holanda, França e Alemanha — em períodos de eleição presidencial, além da possibilidade de algum ou todos eles terem uma guinada imediata para a extrema direita. Nós não planejamos fazer nossa turnê neste período complicado (risos), mas este pode ser um ano bem peculiar para a Europa e para os Estados Unidos. Nós queremos tocar alguns shows bem fortes.



O que você espera do público e do país?
Existem muitas similaridades entre o Brasil e a Austrália. Eu moro em Sydney, onde tem vários brasileiros aprendendo inglês, surfando e se divertindo muito. Nós temos muitas coisas em comum! Eu acho que, assim como os brasileiros, os australianos não se levam muito a sério. Nós gostamos de rir e festejar como vocês. Sentimos-nos muito em casa aí, e acho que vamos nos encaixar direitinho de novo. O Brasil é o começo da turnê, então estaremos bastante energizados para os shows e faremos apresentações bem fortes.

 

*Estagiária sob a supervisão de Severino Francisco

 

 

The great circle
Net Live Brasília (SHTN, tc. 2, cj. 5). Hoje, às 21h30. Show da banda australiana Midnight Oil. Ingressos: camarote por R$ 460 (inteira) e R$ 230 (meia); pista premium por R$ 360 (inteira) e R$ 180 (meia); e pista por R$ 200 (inteira) e R$ 100 (meia) Não recomendado para menores de 18 anos.

 

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