Diversão e Arte

Fundação Brasileira de Teatro abre edital para eleição de conselheiros

Após intensa ocupação o movimento Dulcina Vive consegue acelerar o processo de eleição dos conselheiros

Isabella de Andrade - Especial para o Correio
postado em 01/08/2017 12:31
O movimento pedia maior participação da comunidade acadêmica nos processos da Fundação
A Fundação Brasileira de Teatro (FBT) e a Faculdade Dulcina de Moraes abrem hoje o edital que dá início ao momento tão esperado por sua comunidade artística e acadêmica. O edital abre o processo de eleição dos novos curadores da FBT e possibilita a inscrição dos interessados. Depois de 68 dias de ocupação da Fundação Brasileira de Teatro (FBT), encerrada no dia 23 de abril e organizada por professores, alunos e funcionários da Faculdade, as principais reivindicações do movimento foram conquistadas. Agora, a abertura de diálogo se concretiza em mudanças para a fundação.

Em maio desse ano, o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) nomeou Débora Aquino como a nova interventora da Faculdade Dulcina de Moraes e da FBT. Débora assumiu o cargo, responsabilidade de conduzir as eleições e dar posse ao novo Conselho de Curadores que será responsável pela gestão da instituição.
Após intensa ocupação, as principais reivindicações do movimento Dulcina Vive foram alcançadas
A interventora assumiu o cargo após o pedido de demissão feito pela advogada Vanessa Ribeiro, que não foi aceita pela comunidade acadêmica. As ocupações feitas por alunos, professores e outros integrantes da classe artística do DF deram resultado e a nomeação de Débora, seguida da atual eleição de curadores, era o momento mais aguardado pelo movimento.
[SAIBAMAIS]


Entenda o caso
A interventora Débora Aquino

Após amplo histórico de problemas financeiros e administrativos, a Fundação sofreu intervenção do Ministério Público em 2013 e, desde então, contava com administradores provisórios que mantinham diálogo aberto com a comunidade acadêmica. Em fevereiro de 2017, a instituição foi palco de mudanças de impacto para sua gestão. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) afastou os, até então, administradores provisórios da Fundação Brasileira de Teatro, Marco Antônio Schmitt Hannes e Luiz Francisco de Sousa.

A advogada Vanessa Daniella Pimenta Ribeiro, delatora na Operação Acrônimo, da Polícia Federal, foi nomeada como administradora responsável provisória, na época. A comunidade acadêmica se organizou para dar início a protestos e pedidos de afastamento da advogada, além da participação dos professores e alunos nas novas eleições. Vanessa pediu demissão do cargo e em 20 de abril a juíza de Direito Marilza Neves acatou a demissão.
O edital para a eleição do Conselho de Curadores foi aberto hoje

A pedido do promotor Josué Aragão de Oliveira, os professores da instituição formaram uma comissão para eleger um novo nome provisório para administrar a FBT, tendo sido escolhido o da gestora cultural Débora Aquino, ex-coordenadora de Difusão Cultural do Centro- Oeste da Funarte e atual representante da cadeira de Teatro do Conselho de Cultura do Distrito Federal.

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