Diversão e Arte

Caio Castro avalia a carreira e revela futuros projetos ao Correio

O ator fez sucesso como Dom Pedro I em 'Novo mundo'

Adriana Izel
postado em 08/10/2017 07:00
Caio Castro -  (foto: Ramón Vasconcelos/Divulgação
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Caio Castro - (foto: Ramón Vasconcelos/Divulgação )
Como Dom Pedro I em Novo mundo, Caio garantiu reconhecimento no meio artístico ganhando o Troféu Nelson Rodrigues
Há exatamente 10 anos, o ator Caio Castro apareceu pela primeira vez na televisão no Concurso Casal Malhação promovido pelo Caldeirão do Huck. Na época, ele disputou com 24 candidatos selecionados entre os mais de 20 mil inscritos e garantiu uma vaga na 15; temporada do folhetim, em que interpretou o personagem Bruno.

Malhação foi apenas o primeiro passo de Castro na carreira de ator. Desde então, ele emendou uma novela atrás da outra, atuando em Ti-ti-ti (2010), Fina estampa (2011), Amor à vida (2013), I love Paraisópolis (2015), até chegar ao papel que já pode ser apontado como um divisor de águas na trajetória artística do ator: o protagonista Dom Pedro I em Novo mundo, novela que foi substituída há uma semana por Além do tempo no horário das 18h na Globo.

O papel rendeu ao artista o Troféu Nelson Rodrigues, que homenageia anualmente personalidades da cultura e da comunicação, em cerimônia realizada em agosto deste ano, no Rio de Janeiro. ;Fico muito feliz com o retorno que tivemos. Sem dúvidas, foi um dos trabalhos mais marcantes que já fiz;, afirma. Para viver Dom Pedro I, Caio mergulhou em alguns livros de história, aprendeu equitação e chegou a passar 10 dias em Portugal para aprender sobre os costumes do país, inclusive, o sotaque português.

Após o fim da novela, o ator ficará distante da televisão por um tempo, se dedicará ao lado empresarial e também tem planos para em 2018: uma expedição pela Rússia aproveitando o período da Copa do Mundo, em que pretende percorrer 14 mil quilômetros ao lado de dois amigos. Essa não será a primeira vez que Caio Castro faz algo do tipo. No ano passado, ele lançou o livro É por aqui que vai pra lá ; Viagens por um ano sabático, em que divide com os leitores sua volta ao mundo com passagens por locais como Tóquio, Los Angeles e Paris. E, também em 2016, fez uma viagem pela Califórnia que deve virar um livro. ;Ainda está nos meus planos lançar um segundo livro com as fotografias da expedição CaliXBra, viagem que fiz em julho do ano passado a bordo de um Mitsubishi Outlander com mais dois amigos da Califórnia para São Paulo;, adianta.

Entrevista / Caio Castro

São 10 anos desde o Concurso Casal Malhação, que você venceu no Caldeirão do Huck, que balanço faz desse período em sua carreira?
São exatamente dez anos desde quando tudo começou... Depois fiz as novelas Ti-ti-ti, Amor à vida, I love Paraisópolis, entre outros. No cinema, A grande vitória e Travessia. Recentemente, recebi o Troféu Nelson Rodrigues pela minha atuação em Novo mundo. Sou apaixonado pelo que faço e sou muito grato a todas as pessoas que contribuíram (e contribuem) de alguma forma para minha carreira.

Sua carreira é mais dedicada à televisão, você tem vontade de fazer mais teatro e cinema? Também sente vontade de inserir no formato de séries?
Já fiz algumas participações no cinema, interpretei um judoca em A grande vitória, em 2014, e no começo deste ano, fui protagonista de uma produção baiana chamada Travessia. É completamente diferente de uma novela, já que é uma obra fechada, em que já sabemos o começo, o meio e o fim, mas igualmente prazeroso. Ainda não fiz nenhuma peça nem série, mas não descarto essa possibilidade. Mais para frente, acho bacana pensar nisso, sim.

O que você leva em consideração na hora de escolher um trabalho?
Gosto de trabalhos desafiadores, que me motivam e me tiram da zona de conforto.

Sua atuação em Novo mundo como Dom Pedro I foi bastante elogiada. Já dá para considerar a novela um divisor de águas na sua carreira?
Desde o começo, Novo mundo foi um desafio muito grande, diferente de tudo o que já tinha feito. Ter a possibilidade de interpretar um personagem emblemático que representa nossa história é fantástico. Fico muito feliz com o retorno que tivemos, agradeço a todos que acompanharam a novela durante esses meses e a todo o elenco. Sem dúvidas, foi um dos trabalhos mais marcantes que já fiz.

Como foi o processo de incorporar Dom Pedro I, uma figura emblemática da história do país? Como você se preparou?
Logo quando descobri que interpretaria Dom Pedro I, fiz questão de estudar bastante e aprender cada detalhe sobre ele. Li 1822, de Laurentino Gomes, que explica sobre os monarcas, e também A carne e o sangue, de Mary Del Priore, que relata o triângulo amoroso entre Dom Pedro, Domitila e Leopoldina. Também fiz aulas de equitação e prosódia. E durante minha preparação consegui passar 10 dias em Portugal para observar de perto os costumes portugueses e treinar o sotaque.

Novo mundo foi uma novela em que boa parte dos protagonistas era formada por uma nova geração de atores. No início havia uma pressão por vocês serem mais novos?
Acredito que em nenhum momento nos sentimos pressionados por isso, mas sim pelo peso que a própria novela carregava, por retratar a história do nosso país. Sabíamos o quanto o público esperava, principalmente pela cena da Independência.

Quais são seus planos após o fim do folhetim?
Para o ano que vem, estou com um projeto bacana de fazer uma expedição de carro para a Rússia na Copa do Mundo 2018. Eu e mais três amigos iremos de motorhome projetado especialmente para a viagem. Partiremos de São Paulo em janeiro e percorreremos cerca de 14 mil km em estrada, até chegar à Rússia.

Além da carreira de ator, você tem seu lado empresário. Como tem sido conciliar essas duas carreiras e quais são seus projetos nessa outra área?
Recentemente, me tornei sócio do Grupo Blá, responsável por 17 operações entre bares e restaurantes. No último feriado, eu e meus sócios inauguramos uma hamburgueria, a The Black Beef, em São Paulo, e uma nova unidade do Blá Bar, no Guarujá, litoral de São Paulo. Entre as gravações, foi mais complicado organizar a agenda para que estivesse presente nesses eventos, mas sempre aproveitava os fins de semana e folgas para acompanhar de perto o andamento de tudo. Agora, após a novela, pretendo passar um tempo em São Paulo para focar ainda mais nessas questões.

Você lançou no ano passado um livro sobre seu ano sabático. O que aquele ano sabático representou para você?
Foi uma experiência única. Dirigimos 20 mil quilômetros durante 70 dias e passamos por 13 países. Tive contato com culturas diferentes. Voltei de lá completamente renovado, desprendido. Foi muito importante para colocar minha mente no lugar.

Tem intenção de lançar mais um livro?
Ainda está nos meus planos lançar um segundo livro com as fotografias da expedição CaliXBra, viagem que fiz em julho do ano passado a bordo de um Mitsubishi Outlander com mais dois amigos da Califórnia para São Paulo. Uma parte do que gravamos já está disponível no meu canal no YouTube, mas estamos estudando a possibilidade de reunir em um livro.

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