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Correio Braziliense

Entrevistados pelo 'Guia politicamente incorreto' criticam o novo programa

Escritores, jornalistas e historiadores querem retirar participações no programa e criticam a falta de clareza da equipe


postado em 23/10/2017 16:01 / atualizado em 23/10/2017 19:51

O programa 'Guia politicamente incorreto' do canal History Channel estreou no último sábado (21/10)(foto: History Channel/Divulgação)
O programa 'Guia politicamente incorreto' do canal History Channel estreou no último sábado (21/10) (foto: History Channel/Divulgação)
 
Novo programa do canal History Channel, apresentado pelo youtuber Felipe Castanhari, Guia politicamente incorreto estreou no último sábado (21/10) e foi alvo de muitas críticas. Alguns entrevistados decidiram retirar suas participações por falta de clareza nas gravações. 

Historiadores, jornalistas e escritores renomados, como Lilia Schawrcz e Lira Neto, reclamaram que não sabiam qual era a temática da exibição televisiva que estavam participando.
 
O programa foi inspirado no livro Guia politicamente incorreto da história do Brasil do jornalista Leandro Narloch, que no prefácio explica: “Este livro não quer ser um falso estudo acadêmico, como o daqueles estudiosos, e sim uma provocação. Uma pequena coletânea de pesquisas históricas sérias, irritantes e desagradáveis, escolhidas com o objetivo de enfurecer um bom número de cidadãos”.  
 
O escritor Lira Neto foi um dos entrevistados que denunciaram a falta de explicação sobre o tema do programa(foto: Facebook/Reprodução)
O escritor Lira Neto foi um dos entrevistados que denunciaram a falta de explicação sobre o tema do programa (foto: Facebook/Reprodução)
 
O jornalista e biógrafo Lira Neto publicou na própria página do Facebook: "Sinto-me violentado em fazer parte de qualquer produção que recorra à superficialidade e ao polemismo fácil. Neste momento em que se confunde jornalismo com entretenimento, bravata com reflexão, inconsistência com leveza, creio que seja necessário reafirmar o compromisso com a responsabilidade e o rigor da pesquisa histórica", escreveu.   

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