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Correio Braziliense

Coletivo Ladrões de Alma celebra 25 anos com projeto que analisa portfólios

Os 36 melhores conteúdos lidos formarão uma exposição anas galerias A Casa da Luz Vermelha


postado em 02/11/2017 07:00 / atualizado em 01/11/2017 20:00

Foto de Susana Dobal(foto: Susana Dobal/Divulgação)
Foto de Susana Dobal (foto: Susana Dobal/Divulgação)

Como forma de se contrapor aos raros investimentos na arte e, especificamente, na fotografia, o coletivo Ladrões de alma, em comemoração aos 25 anos de grupo, lança Leituras de portfólio. Apoiado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), os curadores Marcelo Feijó, Rinaldo Morelli e Susana Dobal se encarregam de analisar os portfólios dos que produzem fotografia — amadora ou profissional — em Brasília.

Os 36 melhores conteúdos lidos formarão uma exposição anas galerias A Casa da Luz Vermelha (instalada na Asbac) — primeira casa de arte especializada em fotografia na região Centro-Oeste — e Olho de Águia, em Taguatinga. “A mostra fotográfica é um recorte de todo material que vamos receber e será um pouco do tipo de arte que tem representado Brasília”, explica Marcelo Feijó.

Rinaldo Morelli ratifica que o projeto não têm restrições. “A seletiva é aberta. A gente quer uma mistura de fotógrafos experientes com iniciantes, assim como era nos primeiros tempos do Ladrões de Alma.” Para participar, é necessário se inscrever pelo telefone (61) 3878-9111 e apresentar de 10 a 15 fotografias impressas, no formato mínimo de 15cm x 21cm. Para Feijó, a ideia do projeto é “dar um retorno e apontar caminhos” para os envolvidos.

Foto de Marcelo Feijó(foto: Marcelo Feijó/Divulgação)
Foto de Marcelo Feijó (foto: Marcelo Feijó/Divulgação)


Os integrantes do grupo criticam a ausência de iniciativas e a inércia do Ministério da Cultura. “Existem muitas ideias sendo desenvolvidas, mas é preciso políticas públicas que fortaleçam a arte. O FAC é fundamental. Se não fosse por esse incentivo, não conseguiríamos realizar o Leituras de portfólio. Entretanto, não é suficiente”, desabafa Marcelo e ainda alfineta: “O Ministério da Cultura não está fazendo nada — mal consegue gerir a Lei Rouanet.”

Pioneirismo

Fundado em 1988, o coletivo Ladrões de Alma é um dos grupos de fotografia pioneiros no Brasil. Ao longo dos encontros, discutiam e construíam projetos. “A fotografia era particular de cada um, mas todos ajudavam na edição e na criação da linguagem visual”, destaca Marcelo Feijó, hoje professor da Universidade de Brasília (UnB).

“A gente surgiu em um momento em que a fotografia era muito inexperiente. Hoje, é possível enxergá-la de forma autoral consolidada”, relembra Rinaldo. Entretanto, Marcelo Feijó acredita que já naquela época havia uma fotografia sólida e marcante. “As fotos sempre correram em vários caminhos paralelos. Hoje, vivemos um boom da fotografia, mas com ausência de reflexão.”

Em 2015, o coletivo lançou o livro Ladrões de Alma — 25 anos, que reúne 317 obras que mostram uma produção diversificada. A obra selecionou fotografias analógicas em preto em branco - ampliadas artesanalmente em laboratório - dípticos, trípticos, fotos sobre porcelana e sobre tecido. A primeira tiragem foi de mil exemplares.

SERVIÇO
Ladrões de alma - Leituras de portfólio
Hoje, das 17h às 19h; amanhã, das 17h às 20h; 9/11 ,das 17h às 20h30, e 10/11, das 17h às 20h na galeria A Casa da Luz Vermelha (SCES, Tc 2, cj 31 – ASBAC). 11/11, das 15h30 às 19h30, na galeria Olhos de Águia (Ed. Praiamar, Taguatinga Norte). Inscrições gratuitas pelo telefone (61) 3878-9111.
 
*Estagiário sob a supervisão de Severino Francisco

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